Senador diz que “governo do PT lambuzou em bandalheira”
Redação DM
Publicado em 14 de dezembro de 2016 às 01:27 | Atualizado há 10 anosO líder do Democratas no Senado Federal, o goiano Ronaldo Caiado, afirmou, da tribuna, que o PT não tem condições de se colocar contra o ajuste fiscal implantado pela PEC do limite dos gastos públicos, após o governo do PT (Dilma Rousseff) levar 12 milhões de brasileiros ao desemprego, contingenciar R$ 10 bilhões da educação, fechar 25 mil leitos do SUS e implantar um ciclo de corrupção jamais visto no País.
Caiado afirmou que o ajuste fiscal é “urgente e necessário” para o País retomar o crescimento e dar garantia de um futuro melhor aos brasileiros, ao contrário de ações populistas voltadas apenas para ganhar eleições, caso da Medida Provisória que desestruturou o setor elétrico.
“O medicamento nessa hora é amargo, mas é preciso e esse governo está tendo a coragem de expor os problemas criados por 13 anos de desmandos do PT, que mantiveram um governo que teve muito mais o objetivo do enriquecimento ilícito que trabalhar pelo povo. O PT não queria ajuste fiscal. Queria criar a CPMF, quebrar a Petrobras, assaltar os fundos de pensão e ao mesmo tempo induzir o cidadão a pegar empréstimos, comprar carro. Não conter gastos. O que estamos propondo é exatamente estabelecer um limite de gastos”, disse Caiado.
O parlamentar contestou argumentos de que a PEC seria contra a Constituição e prejudicaria o cidadão. “Ouvimos que a PEC é contrária à Constituição, que Ulysses Guimarães estaria revoltado. É exatamente o contrário. Única certeza que temos é que estamos no caminho certo. Sabe por quê? Porque o PT não apoiou a Constituição de 1998, votou contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa é garantia de que o cidadão poderá respirar esperança. Ouvimos uma senadora falar que Lula – que não é referência – dizia que era melhor dar salário mínimo a um trabalhador que dar dinheiro para investimento financeiro. O governo do PT acabou com o emprego – 12 milhões de desempregados – com o salário mínimo por causa da explosão da inflação; dilapidou o BNDES e o sistema financeiro e ganhou dinheiro como nunca. É muita incoerência”, pontuou.
O líder reforçou que o ajuste fiscal responde a reivindicação da população que foi às ruas e pediu mudanças, pediu redução dos gastos públicos e fim da corrupção. Além disso, o senador criticou a forma como petistas tentam induzir o povo a colocar a PEC 55 fazendo comparações equivocadas com política fiscal de outros países.
“Os petistas defendem um governo corrupto e usam dados falsos com base no economês para criticar a PEC. Disseram que a Europa está com uma política expansionista, de investir mais e o Brasil estaria na contramão do que esses países estão fazendo. Mas esquecerem de dizer que Portugal, Espanha e Grécia fizeram um corte nominal, cortaram salário em 20%, 30%, cortaram aposentadoria para chegar nessa condição hoje. A PEC é uma medida mínima, para evitar que os mais pobres sofram, menos conservadora para situação de estrangulamento que o PT deixou”, acrescentou.
Ronaldo Caiado lembrou, em entrevista ao jornal espanhol El País, que, em um debate que participou com o ex-presidente Lula, durante a campanha presidencial de 1989, previu o que seria a “derrocada do país”, caso o PT chegasse ao poder. “Se um dia vocês chegarem ao poder, o país passará pelo maior desastre político-administrativo de sua história. Já fiz essa previsão. Nunca tive dúvida de que eles caminhariam para esse lado. De que poderia resultar em um impeachment. A formação deles, do PT, é a de corrupção do sindicato do ABC paulista. É um grupo que entende muito de fazer pressão, chantagem. Sabe fazer a prática de um banditismo dentro de uma formalidade sindical. Quando chegaram ao poder, não fizeram diferente. Essa ação foi continuada pela Dilma. Não estou dizendo que ela cometeu esse tipo de crime. Ela diz que é honesta. Mas ela foi conivente com essa prática que foi implantada com a chegada do PT ao governo. Não estou dizendo que o PT inventou a corrupção, mas com ele a corrupção tomou proporções inimagináveis. Quebrou a Petrobras e assaltou aposentados. Nesse quadro, temos 12 milhões de brasileiros desempregados. Governo do PT lambuzou em bandalheira”.
Novas eleições
Ronaldo Caiado defendeu que o Congresso e o governo federal tomem uma postura enérgica diante da crise de representatividade que vive o País. Em entrevista coletiva, ontem, em seu gabinete, em Brasília, Caiado tratou dos novos desdobramentos da Lava Jato e falou que é preciso neste momento tomar “gestos maiores” para não colocar em risco a democracia brasileira.
“Se o Congresso e o Executivo estão com falta de representatividade, não adianta adiar expectativas e continuar neste situação em que nem o parlamento tem credibilidade para legislar, nem o governo tem credibilidade para governar. É preciso um gesto maior de mostrar que ninguém governa sem apoio popular. Nesta hora não podemos ter medo de uma antecipação do processo eleitoral”, afirmou.
Citando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o democrata reforçou que a Justiça precisa ser célere ou do contrário falhará. Também tratou da importância de todos os políticos com mandatos eletivos terem a sensibilidade de não colocar interesses pessoais acima do bem maior do País e de não “provocar as ruas”, como foi feito no governo Dilma.
“É preciso deixar claro que, com a situação em que herdamos o país do PT, não há tratamento que não seja amargo. É preciso ter a sensibilidade que não houve da presidente Dilma para obedecer a soberania popular. É preciso que tenhamos condições de dialogar com a sociedade para mostrar isso. O momento nacional é sério, é grave e não podemos ficar fazendo cara de paisagem como se nada estivesse acontecendo”, reforçou.
“Soluços”
Ronaldo Caiado usou uma analogia da medicina para exemplificar as constantes crises que abalam o País com novas denúncias e informações de delações que envolvem agentes políticos. Para ele, o Brasil vive uma “crise de soluço” que interrompe o trabalho de recuperação da economia.
“Não podemos viver essa situação de crise de soluço em que quando estamos melhorando, sempre vem o próximo e voltamos a atrapalhar a respiração do paciente. Essa crise vai enfraquecendo o governo e o mais penalizado é o cidadão que mais precisa. Ou tomamos uma decisão no sentido de manter o processo democrático, ou corremos o risco de caminhar para um processo de desobediência civil”, alertou.O líder do Democratas no Senado Federal, o goiano Ronaldo Caiado, afirmou, da tribuna, que o PT não tem condições de se colocar contra o ajuste fiscal implantado pela PEC do limite dos gastos públicos, após o governo do PT (Dilma Rousseff) levar 12 milhões de brasileiros ao desemprego, contingenciar R$ 10 bilhões da educação, fechar 25 mil leitos do SUS e implantar um ciclo de corrupção jamais visto no País.
Caiado afirmou que o ajuste fiscal é “urgente e necessário” para o País retomar o crescimento e dar garantia de um futuro melhor aos brasileiros, ao contrário de ações populistas voltadas apenas para ganhar eleições, caso da Medida Provisória que desestruturou o setor elétrico.
“O medicamento nessa hora é amargo, mas é preciso e esse governo está tendo a coragem de expor os problemas criados por 13 anos de desmandos do PT, que mantiveram um governo que teve muito mais o objetivo do enriquecimento ilícito que trabalhar pelo povo. O PT não queria ajuste fiscal. Queria criar a CPMF, quebrar a Petrobras, assaltar os fundos de pensão e ao mesmo tempo induzir o cidadão a pegar empréstimos, comprar carro. Não conter gastos. O que estamos propondo é exatamente estabelecer um limite de gastos”, disse Caiado.
O parlamentar contestou argumentos de que a PEC seria contra a Constituição e prejudicaria o cidadão. “Ouvimos que a PEC é contrária à Constituição, que Ulysses Guimarães estaria revoltado. É exatamente o contrário. Única certeza que temos é que estamos no caminho certo. Sabe por quê? Porque o PT não apoiou a Constituição de 1998, votou contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa é garantia de que o cidadão poderá respirar esperança. Ouvimos uma senadora falar que Lula – que não é referência – dizia que era melhor dar salário mínimo a um trabalhador que dar dinheiro para investimento financeiro. O governo do PT acabou com o emprego – 12 milhões de desempregados – com o salário mínimo por causa da explosão da inflação; dilapidou o BNDES e o sistema financeiro e ganhou dinheiro como nunca. É muita incoerência”, pontuou.
O líder reforçou que o ajuste fiscal responde a reivindicação da população que foi às ruas e pediu mudanças, pediu redução dos gastos públicos e fim da corrupção. Além disso, o senador criticou a forma como petistas tentam induzir o povo a colocar a PEC 55 fazendo comparações equivocadas com política fiscal de outros países.
“Os petistas defendem um governo corrupto e usam dados falsos com base no economês para criticar a PEC. Disseram que a Europa está com uma política expansionista, de investir mais e o Brasil estaria na contramão do que esses países estão fazendo. Mas esquecerem de dizer que Portugal, Espanha e Grécia fizeram um corte nominal, cortaram salário em 20%, 30%, cortaram aposentadoria para chegar nessa condição hoje. A PEC é uma medida mínima, para evitar que os mais pobres sofram, menos conservadora para situação de estrangulamento que o PT deixou”, acrescentou.
Ronaldo Caiado lembrou, em entrevista ao jornal espanhol El País, que, em um debate que participou com o ex-presidente Lula, durante a campanha presidencial de 1989, previu o que seria a “derrocada do país”, caso o PT chegasse ao poder. “Se um dia vocês chegarem ao poder, o país passará pelo maior desastre político-administrativo de sua história. Já fiz essa previsão. Nunca tive dúvida de que eles caminhariam para esse lado. De que poderia resultar em um impeachment. A formação deles, do PT, é a de corrupção do sindicato do ABC paulista. É um grupo que entende muito de fazer pressão, chantagem. Sabe fazer a prática de um banditismo dentro de uma formalidade sindical. Quando chegaram ao poder, não fizeram diferente. Essa ação foi continuada pela Dilma. Não estou dizendo que ela cometeu esse tipo de crime. Ela diz que é honesta. Mas ela foi conivente com essa prática que foi implantada com a chegada do PT ao governo. Não estou dizendo que o PT inventou a corrupção, mas com ele a corrupção tomou proporções inimagináveis. Quebrou a Petrobras e assaltou aposentados. Nesse quadro, temos 12 milhões de brasileiros desempregados. Governo do PT lambuzou em bandalheira”.
Novas eleições
Ronaldo Caiado defendeu que o Congresso e o governo federal tomem uma postura enérgica diante da crise de representatividade que vive o País. Em entrevista coletiva, ontem, em seu gabinete, em Brasília, Caiado tratou dos novos desdobramentos da Lava Jato e falou que é preciso neste momento tomar “gestos maiores” para não colocar em risco a democracia brasileira.
“Se o Congresso e o Executivo estão com falta de representatividade, não adianta adiar expectativas e continuar neste situação em que nem o parlamento tem credibilidade para legislar, nem o governo tem credibilidade para governar. É preciso um gesto maior de mostrar que ninguém governa sem apoio popular. Nesta hora não podemos ter medo de uma antecipação do processo eleitoral”, afirmou.
Citando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o democrata reforçou que a Justiça precisa ser célere ou do contrário falhará. Também tratou da importância de todos os políticos com mandatos eletivos terem a sensibilidade de não colocar interesses pessoais acima do bem maior do País e de não “provocar as ruas”, como foi feito no governo Dilma.
“É preciso deixar claro que, com a situação em que herdamos o país do PT, não há tratamento que não seja amargo. É preciso ter a sensibilidade que não houve da presidente Dilma para obedecer a soberania popular. É preciso que tenhamos condições de dialogar com a sociedade para mostrar isso. O momento nacional é sério, é grave e não podemos ficar fazendo cara de paisagem como se nada estivesse acontecendo”, reforçou.
“Soluços”
Ronaldo Caiado usou uma analogia da medicina para exemplificar as constantes crises que abalam o País com novas denúncias e informações de delações que envolvem agentes políticos. Para ele, o Brasil vive uma “crise de soluço” que interrompe o trabalho de recuperação da economia.
“Não podemos viver essa situação de crise de soluço em que quando estamos melhorando, sempre vem o próximo e voltamos a atrapalhar a respiração do paciente. Essa crise vai enfraquecendo o governo e o mais penalizado é o cidadão que mais precisa. Ou tomamos uma decisão no sentido de manter o processo democrático, ou corremos o risco de caminhar para um processo de desobediência civil”, alertou.