Setores da esquerda discutem segundo voto em Zacharias Calil na disputa pelo Senado
Redação Online
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 23:52 | Atualizado há 2 horas
Zacharias Calil chega à reta final com 13% no cenário consolidado e 14% entre as escolhas para o segundo voto ao Senado | Foto: Reprodução
Diferentes setores da esquerda goiana passaram a discutir, na reta final das eleições, a possibilidade de direcionar o segundo voto para o candidato ao Senado Zacharias Calil (MDB), enquanto a primeira escolha ficaria com Isaura Lemos (PSB). O movimento tem como objetivo declarado por seus defensores impedir a eleição de Gustavo Gayer (PL). Não há, porém, confirmação de que a estratégia tenha sido formalmente adotada pelo conjunto das forças de esquerda em Goiás.
O debate ocorre em meio aos números das pesquisas para as duas vagas de Goiás no Senado. Levantamento Real Time Big Data, realizado entre 17 e 21 de setembro com 1.600 eleitores, mostra Gracinha Caiado (União Brasil) com 23% no cenário consolidado dos dois votos, seguida por Gayer, com 20%. Zacharias registra 13%, enquanto Gustavo Mendanha (PRD) aparece com 12%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A divisão entre primeira e segunda escolhas ajuda a explicar por que Zacharias passou a ser considerado nas discussões sobre voto útil. Na segunda opção para o Senado, Gayer registra 19%, Gracinha, 18%, Zacharias, 14%, e Mendanha, 12%. Já no primeiro voto, Gracinha aparece com 29%, seguida por Gayer, com 21%, Mendanha, com 12%, e Zacharias, com 11%. O desempenho de Zacharias no recorte do segundo voto passou a alimentar discussões entre grupos políticos sobre a possibilidade de concentração da segunda escolha no candidato do MDB.
No cenário consolidado, Isaura registra 5%, mesmo percentual de Oseias Varão (PL) e Cíntia Dias (PSOL). Vanderlan Cardoso (PSD) aparece com 8%. Os números mostram uma disputa que reúne candidatos de diferentes partidos e campos políticos pelas duas cadeiras destinadas a Goiás no Senado. Como o estado elegerá dois senadores em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos.
É nesse contexto que setores da esquerda discutem uma composição de votos que preserve Isaura como primeira opção e direcione a segunda escolha para Zacharias. A movimentação, entretanto, deve ser tratada como iniciativa de segmentos desse campo político, e não como estratégia formal e unificada da esquerda goiana, enquanto não houver confirmação pública nesse sentido.