Política

Sob ataque, Vanderlan resiste na liderança

Redação DM

Publicado em 10 de novembro de 2020 às 18:59 | Atualizado há 2 anos


Iris Rezende, Maguito Vilela, Daniel Vilela, Iris Araújo: partido não está unido na campanha

Em ascensão, por conta da comoção causada pela internação do candidato Maguito Vilela numa UTI, em São Paulo, o MDB começa a ser cobrado nas redes sociais pelo passado dos candidatos: na internet, um artigo em que o engenheiro elétrico Salatiel Correia, técnico da Unicamp, diz os motivos para não votar em Maguito voltou a viralizar – ele traz uma análise crítica do emedebista quando este foi governador.

Com o candidato Internado e sem respostas de outros emedebistas aos questionamentos, inclusive o de que Maguito é condenado na Justiça por improbidade administrativa, aumenta o volume de críticas nos grupos de Whats App e Telegram – que passaram a ser esferas de debate intenso.

A falta de respostas poderá pesar no segundo turno. No primeiro, o candidato apresentou desenvoltura e cresceu, se afastando de Adriana Accorsi e se aproximando de Vanderlan Cardoso, que poupou Maguito de críticas.

No segundo turno, é uma tendência que agências de publicidade e marqueteiros tentem ser mais propositivos e não repetir conteúdo do primeiro turno, já que o eleitor está mais focado. Será este o desafio do MDB, que aos poucos vê a possibilidade de Maguito Vilela ir para uma UTI semi-intensiva e pelo menos participar da campanha com vídeos gravados.  Por sua vez, é de esperar que Vanderlan volte mais crítico e contundente, já que agora é, de fato, a disputa final.  

Dona Iris critica “renovação do MDB” em publicação no Twitter



Uma provável aliança no segundo turno entre MDB e PSDB em Goiânia também pode ser alvo de críticas dentre emedebistas mais conhecidos. Ontem, a ex-deputada federal Iris de Araújo criticou a aproximação do MDB goiano com Marconi Perillo. “Aliança do MDB com PSDB? Nenhuma surpresa para mim. Venho denunciando há tempos. Isso é renovação?”, questionou a emedebista histórica.

A publicação pode ser indicativa de que parcela do MDB não está disposta a fazer aliança a qualquer preço, principalmente com o PSDB.  

PSD tenta segurar desgaste

Candidato do PSD, Vanderlan Cardoso teve sua ascensão estancada quando se pronunciou sobre a prisão do senador Chico Rodrigues (DEM-RR). Mas não teve queda significativa a ponto de desestruturar a campanha e sua estratégia. Se manteve na liderança das sondagens.

Na reta final, teve apoio significativo do governador Ronaldo Caiado (DEM) e começa a receber adesão de vários segmentos estratégicos da economia e lideranças de bairros. Seu dilema é conter o crescimento de Maguito, que é uma esfinge a ser decifrada diante do processo eleitoral: ele foi o único a crescer na campanha.  



Elias Vaz, um bom nome para a Prefeitura, mas sem fôlego para chegar ao segundo turno

O programa de Adriana Accorsi errou em parte por partir para o ataque contra Vanderlan, quando o próprio PT é uma das legendas mais criticadas no país. Conforme as pesquisas, a sigla só deve ir para o segundo turno em três capitais, sem liderar em nenhuma delas. 

ERRO

O fato por si só tem ligado o alerta no MDB goiano, que teme se aliar ao PT no segundo turno e sofrer os desgastes que se acumulam pelo país.  O próprio prefeito Iris Rezende (MDB), que Maguito tenta ter como ‘avalista’, rejeita o PT.

Iris diz que retornou na Prefeitura, em 2016, para “consertar um erro”: “Tive que reconsiderar por um fato especial. Goiânia estava à beira do caos. Para me redimir e consertar uma situação que eu próprio havia criado, fomos à disputa”, relatou ao anunciar sua aposentadoria. O prefeito se refere à gestão de Paulo Garcia, que teve Adriana Accorsi como gestora mais proeminente depois dele. 

MDB enfrenta dificuldade de fazer campanha sem candidato



Iris Rezende, Maguito Vilela, Daniel Vilela, Iris Araújo: partido não está unido na campanha

Em ascensão, por conta da comoção causada pela internação do candidato Maguito Vilela numa UTI, em São Paulo, o MDB começa a ser cobrado nas redes sociais pelo passado dos candidatos: na internet, um artigo em que o engenheiro elétrico Salatiel Correia, técnico da Unicamp, diz os motivos para não votar em Maguito voltou a viralizar – ele traz uma análise crítica do emedebista quando este foi governador.

Com o candidato Internado e sem respostas de outros emedebistas aos questionamentos, inclusive o de que Maguito é condenado na Justiça por improbidade administrativa, aumenta o volume de críticas nos grupos de Whats App e Telegram – que passaram a ser esferas de debate intenso.

A falta de respostas poderá pesar no segundo turno. No primeiro, o candidato apresentou desenvoltura e cresceu, se afastando de Adriana Accorsi e se aproximando de Vanderlan Cardoso, que poupou Maguito de críticas.

No segundo turno, é uma tendência que agências de publicidade e marqueteiros tentem ser mais propositivos e não repetir conteúdo do primeiro turno, já que o eleitor está mais focado. Será este o desafio do MDB, que aos poucos vê a possibilidade de Maguito Vilela ir para uma UTI semi-intensiva e pelo menos participar da campanha com vídeos gravados.  Por sua vez, é de esperar que Vanderlan volte mais crítico e contundente, já que agora é, de fato, a disputa final.  

Dona Iris critica “renovação do MDB” em publicação no Twitter



Uma provável aliança no segundo turno entre MDB e PSDB em Goiânia também pode ser alvo de críticas dentre emedebistas mais conhecidos. Ontem, a ex-deputada federal Iris de Araújo criticou a aproximação do MDB goiano com Marconi Perillo. “Aliança do MDB com PSDB? Nenhuma surpresa para mim. Venho denunciando há tempos. Isso é renovação?”, questionou a emedebista histórica.

A publicação pode ser indicativa de que parcela do MDB não está disposta a fazer aliança a qualquer preço, principalmente com o PSDB.  

PSD tenta segurar desgaste

Candidato do PSD, Vanderlan Cardoso teve sua ascensão estancada quando se pronunciou sobre a prisão do senador Chico Rodrigues (DEM-RR). Mas não teve queda significativa a ponto de desestruturar a campanha e sua estratégia. Se manteve na liderança das sondagens.

Na reta final, teve apoio significativo do governador Ronaldo Caiado (DEM) e começa a receber adesão de vários segmentos estratégicos da economia e lideranças de bairros. Seu dilema é conter o crescimento de Maguito, que é uma esfinge a ser decifrada diante do processo eleitoral: ele foi o único a crescer na campanha.  



As eleições municipais caminham para sua reta final no próximo domingo, 15, quando os eleitores estarão nas urnas para decidir seus vereadores e os candidatos que continuam na disputa até 29 de novembro.

Em Goiânia, os ânimos estão acirrados. A propaganda eleitoral deixou de debater projetos e passou a ter como material determinante os ataques. Nas redes, dois candidatos bolsonaristas se digladiam: o deputado major Araújo (PSL) e o youtuber Gustavo Gayer (DC). Segundo as pesquisas, os dois disputam um espólio inglório: na Capital, o voto bolsonarista perdeu força e não deve impactar nas urnas.

Em paralelo, a campanha que caminha para o fim testemunhou a candidatura de uma mulher, Doutora Cristina (PL), ser sabotada por partidos, decisões judiciais, pesquisas de opinião e mídia.  

Focados em críticas, pela primeira vez, na história recente da capital, programas eleitorais não conseguiram ‘pautar’ temáticas ou programas durante toda a campanha.

As eleições de Goiânia têm sido pouco criativas e excessivamente ‘rabugentas’ com ataques que começam a constranger o eleitor a desligar o programa eleitoral.

Nas eleições de 2016, a segurança pública pautou debates. Quatro anos antes, a mobilidade. E antes, transporte, obras e asfalto dominaram discussões de prefeitáveis. Agora Vanderlan tornou-se o principal tema e mesmo sob ataque se mantém na liderança das pesquisas divulgadas pelos institutos mais tradicionais de Goiás.

Neste ano, os candidatos bem colocados – com exceção do líder das pesquisas, Vanderlan, que fez questão de reafirmar em seu programa que não entraria na onda de ofensivas – optaram em concentrar ataques. Depois de Vanderlan, Iris tornou-se o foco das críticas – e ele próprio se defendeu dos adversários, que o atacaram em debates e sabatinas.

Os nervos se acirraram nas ruas: a Delegacia de Polícia Civil de Senador Canedo, por exemplo, investigou na semana passada um carro de agência de propaganda que faz a campanha da candidata Adriana Accorsi (PT), flagrado em vídeo rondando a sede da empresa do candidato Vanderlan.  Ao DM, o delegado de Senador Canedo disse que o fato é incomum, mas é “atípico”, ou seja, não é crime. É um pequeno exemplo, todavia, das prioridades das campanhas.

Nas pesquisas, a estratégia de Adriana Accorsi não surtiu efeito. Ela não saiu do lugar e pode perder fôlego nos dias finais.  Em outubro, na sondagem do Instituto Grupom, a delegada apresentava 11,6% das intenções de voto. Agora, na reta final, se manteve com 11,4%: não ganha votos de indecisos, de Vanderlan e de Maguito – potencialmente a candidatura que ela poderia tomar votos, já que PT e MDB estão sempre juntos na Capital desde 2008. Elias Vaz (PSB), que tem um passado sem manchas e atua de forma propositiva para Goiânia, não teve fôlego na disputa. Mas pode tomar votos de Adriana.  



Elias Vaz, um bom nome para a Prefeitura, mas sem fôlego para chegar ao segundo turno

O programa de Adriana Accorsi errou em parte por partir para o ataque contra Vanderlan, quando o próprio PT é uma das legendas mais criticadas no país. Conforme as pesquisas, a sigla só deve ir para o segundo turno em três capitais, sem liderar em nenhuma delas. 

ERRO

O fato por si só tem ligado o alerta no MDB goiano, que teme se aliar ao PT no segundo turno e sofrer os desgastes que se acumulam pelo país.  O próprio prefeito Iris Rezende (MDB), que Maguito tenta ter como ‘avalista’, rejeita o PT.

Iris diz que retornou na Prefeitura, em 2016, para “consertar um erro”: “Tive que reconsiderar por um fato especial. Goiânia estava à beira do caos. Para me redimir e consertar uma situação que eu próprio havia criado, fomos à disputa”, relatou ao anunciar sua aposentadoria. O prefeito se refere à gestão de Paulo Garcia, que teve Adriana Accorsi como gestora mais proeminente depois dele. 

MDB enfrenta dificuldade de fazer campanha sem candidato



Iris Rezende, Maguito Vilela, Daniel Vilela, Iris Araújo: partido não está unido na campanha

Em ascensão, por conta da comoção causada pela internação do candidato Maguito Vilela numa UTI, em São Paulo, o MDB começa a ser cobrado nas redes sociais pelo passado dos candidatos: na internet, um artigo em que o engenheiro elétrico Salatiel Correia, técnico da Unicamp, diz os motivos para não votar em Maguito voltou a viralizar – ele traz uma análise crítica do emedebista quando este foi governador.

Com o candidato Internado e sem respostas de outros emedebistas aos questionamentos, inclusive o de que Maguito é condenado na Justiça por improbidade administrativa, aumenta o volume de críticas nos grupos de Whats App e Telegram – que passaram a ser esferas de debate intenso.

A falta de respostas poderá pesar no segundo turno. No primeiro, o candidato apresentou desenvoltura e cresceu, se afastando de Adriana Accorsi e se aproximando de Vanderlan Cardoso, que poupou Maguito de críticas.

No segundo turno, é uma tendência que agências de publicidade e marqueteiros tentem ser mais propositivos e não repetir conteúdo do primeiro turno, já que o eleitor está mais focado. Será este o desafio do MDB, que aos poucos vê a possibilidade de Maguito Vilela ir para uma UTI semi-intensiva e pelo menos participar da campanha com vídeos gravados.  Por sua vez, é de esperar que Vanderlan volte mais crítico e contundente, já que agora é, de fato, a disputa final.  

Dona Iris critica “renovação do MDB” em publicação no Twitter



Uma provável aliança no segundo turno entre MDB e PSDB em Goiânia também pode ser alvo de críticas dentre emedebistas mais conhecidos. Ontem, a ex-deputada federal Iris de Araújo criticou a aproximação do MDB goiano com Marconi Perillo. “Aliança do MDB com PSDB? Nenhuma surpresa para mim. Venho denunciando há tempos. Isso é renovação?”, questionou a emedebista histórica.

A publicação pode ser indicativa de que parcela do MDB não está disposta a fazer aliança a qualquer preço, principalmente com o PSDB.  

PSD tenta segurar desgaste

Candidato do PSD, Vanderlan Cardoso teve sua ascensão estancada quando se pronunciou sobre a prisão do senador Chico Rodrigues (DEM-RR). Mas não teve queda significativa a ponto de desestruturar a campanha e sua estratégia. Se manteve na liderança das sondagens.

Na reta final, teve apoio significativo do governador Ronaldo Caiado (DEM) e começa a receber adesão de vários segmentos estratégicos da economia e lideranças de bairros. Seu dilema é conter o crescimento de Maguito, que é uma esfinge a ser decifrada diante do processo eleitoral: ele foi o único a crescer na campanha.  


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