Tática de Flávio de ficar atrás de Lula é comparada à de Trump em 2016
Redação Online
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 15:27 | Atualizado há 46 minutos
Tática de Flávio de se posicionar atrás de Lula é comparada à de Trump em debate com Hillary em 2016 | Foto: Reprodução/Redes sociais
O senador Flávio Bolsonaro (PL) caminhou pelo estúdio da Band e se posicionou ao fundo, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparecendo no enquadramento da câmera enquanto o adversário falava. A postura foi comparada ao que Donald Trump fez em 9 de outubro de 2016, quando caminhou próximo e permaneceu atrás de Hillary Clinton durante um debate nos Estados Unidos, gesto que a campanha democrata classificou como intimidação.
“Em 2016, Donald Trump também ficava atrás da Hillary Clinton. Provavelmente foi daí que veio a estratégia de Flávio Bolsonaro no debate de hoje”, disse um internauta. “Flávio imitou o deboche de Trump contra Hillary Clinton fazendo caras e bocas atrás de Lula. Regras ruins. Checagem nenhuma. Mentiras a granel entrando na casa das pessoas. Repito: foi um debate com formato que permitiu a eliminação do debate. Que desastre”, afirmou o jornalista Mauricio Stycer nas redes sociais.
A prática incomodou a campanha do petista e gerou reclamações no estúdio. No intervalo, Sidônio Palmeira, que coordena a comunicação do atual presidente neste segundo turno, se levantou de seu lugar na plateia e reclamou com o senador sobre a atitude, argumentando que isso não deveria ocorrer. Entretanto, o candidato seguiu se movimentando no estúdio para aparecer atrás de Lula quando ele falava durante o restante do debate.
Este foi o primeiro confronto direto entre os presidenciáveis, que não participaram de debates durante o primeiro turno. O debate ocorre em um momento no qual pesquisas de intenção de voto têm demonstrado cenário de empate técnico entre os candidatos. Na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada há três dias, Flávio tem 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Já a rodada da Quaest publicada na quarta-feira mostrou o bolsonarista com 46% das intenções de voto, e o petista marcou 44%. A margem de erro também é de dois pontos percentuais.