Política

Thiago Peixoto: PSD lançar nome ao governo ou ao Senado

Redação DM

Publicado em 9 de março de 2017 às 02:30 | Atualizado há 9 anos

Na próxima sexta-feira (10 de março), o PSD reunirá sua bancada de deputados estaduais e federais, juntamente com o presidente estadual do partido Vilmar Rocha, para apresentação de proposta da agenda do futuro, que definirá as ações do partido em 2017 que refletirão o posicionamento da sigla em relação às eleições em 2018. Em entrevista ao Diário da Manhã, o deputado federal Thiago Peixoto – que é o coordenador do programa para instituir essa agenda político-partidária -, explica que o intuito é realizar diálogos temáticos entre o partido e a sociedade civil organizada. “Essa agenda que definirá o nosso caminho em 2018, porque vamos conversar com a sociedade, tema a tema. Com base nisso, vamos criar um documento dessa agenda de futuro e vamos definir qual o caminho que o PSD vai seguir. Se é de uma candidatura própria ou qual aliança vamos fazer”, ressalta.

Conforme Vilmar Rocha, o desejo do PSD para as eleições em 2018 é continuar na base aliada marconista, mas não descarta a possibilidade de aliança com outras siglas. “A nossa preferência é fazer aliança com a base aliada, mas não fechamos portas, vamos estar abertos a dialogar com todos. Até porque, estamos vivendo outros tempos, temos que abrir o diálogo para todos aqueles que têm projetos positivos para o Estado”, ressalta. Apesar da preferência, Vilmar Rocha não descarta a possibilidade do partido romper com a base e lançar candidato próprio, colocando seu nome à disposição a sigla. “Meu nome está à disposição do PSD para eleição majoritária, mas não vamos tratar disso agora. A decisão é só em 2018”, enfatiza.

O PSD tem apresentado como estratégia, para definir se disputará eleições majoritárias ou apoiará o governo do Estado,  a criação dessa agenda de futuro, estabelecendo um calendário de ações em 2017 que debaterá com a população o que a sociedade quer para Goiás. Apesar de fazer parte da base aliada do governo do Estado, tendo como secretário de Cidades e Meio Ambiente o presidente estadual do partido, Vilmar Rocha, o PSD ainda não quer definir – e pretende fazer tal escolha somente em 2018 – se permanecerá na base e apoiará o candidato do governador Marconi Perillo (PSDB), que foi lançado o nome do vice-governador José Eliton (PSDB), se lançará candidato próprio para disputa ou até mesmo fazer aliança com partidos da oposição, como o PMDB.

Conforme o deputado Thiago Peixoto, o PSD não está preocupado em definir nomes ou que cargos pretende disputar em 2018. O parlamentar ressalta que a intenção da sigla é ampliar o debate e construir junto à sociedade civil organizada um plano futuro para Goiás. “Não estamos preocupados quais projetos vamos disputar. Primeiro, queremos ter um diálogo amplo e próximo com a sociedade. A partir desse diálogo poderá surgir as candidaturas de deputado federal e estadual, para governador e senador”, destaca e critica como o debate político para as eleições tem se apresentado: “A discussão está ‘fulanizada’, então queremos trazer conteúdo e trazer a discussão para o âmbito, de fato, que Goiás queremos”.

Peixoto destaca que o projeto do PSD é o inverso do que se vê na política, já que querem ouvir a sociedade primeiro. “O comum é antes de ouvir levar um projeto, mas queremos construir um projeto através do diálogo que vamos ter. Vamos conversar com as pessoas de cada segmento e eles vão nos mostrar caminhos diferentes. Não queremos fechar posição com relação a isso, estamos abertos a construir com a sociedade com esse bom diálogo. Essa agenda é que vai definir o nosso caminho, se é de candidaturas próprias ou de alianças”, reforça.

Agenda de Futuro

O coordenador do programa para a agenda político-partidária do PSD destaca já ter um breve calendário de ações para 2017, com as reuniões temáticas. Peixoto explica que a proposta é que no último fim de semana de abril seja realizada a primeira reunião, com o tema cultura. “Não são grandes mobilizações, mas sim bons debates. O primeiro deve ser cultura, o segundo o tema incentivo fiscal, o terceiro economia digital e o quarto deve ter como tema meio ambiente. Esses serão os quatro primeiros diálogos e depois teremos uma agenda com outros assuntos”, ressalta.

Peixoto frisa que o objetivo das reuniões é promover a interação entre o partido e a população para criar diretrizes para as eleições do ano que vem. “Através dessa série de diálogos temáticos vamos construir essa agenda para Goiás em 2018”. Além dos encontros temáticos, o coordenador da agenda de futuro lembra que o partido também promoverá diálogos regionais. “Faremos encontros regionais que serão organizados pelos deputados e líderes de cada região. Esses não tem data ainda, mas serão paralelos aos diálogos temáticos”, afirma.

 

 

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia