Tropa de choque de Temer oferece ‘poder político real’ a partidos
Redação DM
Publicado em 16 de abril de 2016 às 02:04 | Atualizado há 10 anos
Os ex-ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco e os ex-deputados Rodrigo Rocha, Geddel Vieira Lima e Sandro Mabel têm oferecido mais do que cargos a partidos que compõem a base de Dilma Rousseff, como o PR, PP e PSD. Eles acenam com “poder político real” para influenciar diretamente decisões em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. As conversas se intensificaram nas últimas semanas.
Como argumentos, os aliados do vice-presidente citam os estilos diferentes de Dilma e Temer na convivência política; a ampliação de espaços no governo, e a garantia de que os compromissos assumidos serão cumpridos. Sempre “muito discreto”, contam os políticos que tiveram encontros recentes com o vice, Temer fala em respeito ao Parlamento e cita que irá incorporar aos programas dos ministérios as emendas dos deputados, garantindo sua execução, e fazendo sair do papel a obrigação de o governo cumprir o orçamento que for aprovado pelo Congresso — levando ao que ele próprio chamou na sexta-feira de “semiparlamentarismo”.
Nos últimos 15 dias, o vice conversou com presidentes de partidos da base aliada, como Marcos Pereira, do PRB; dirigentes do PSB e até o presidente do oposicionista Solidariedade, Paulo Pereira da Silva. Além das sinalizações de compartilhamento do poder, integrantes da base relatam que interlocutores de Temer já começaram a fazer acenos com cargos em um eventual governo do peemedebista.
O que mais tem atraído a atenção dos parlamentares é a possibilidade de ter um presidente de postura menos hostil do que Dilma. Deputados relembram nas conversas a relação que tinham com Temer nas três vezes em que ele presidiu a Câmara e acreditam que seu estilo “educado”, “gentil” e “agradável” integrará os aliados. (Com informações do site 247)