TSE barra 14 entidades internacionais que queriam observar as eleições de 2026
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 10:39 | Atualizado há 38 minutos
TSE negou o credenciamento de 14 entidades internacionais para acompanhar as eleições de 2026 | Foto: Luiz Roberto/TSE
Quatorze entidades estrangeiras tiveram os pedidos para acompanhar as eleições gerais de 2026 como observadoras internacionais negados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A relação inclui organizações de diferentes países e grupos ligados à atuação política e eleitoral.
Entre as solicitações recusadas estão as da Alternativa Democrática Nacional (ADN), de Portugal, e do Foro Madrid, organização espanhola que se apresenta como uma aliança internacional de caráter anticomunista e reúne representantes de diferentes países. Também aparecem na lista entidades voltadas à observação e ao acompanhamento de processos eleitorais.
As demais organizações que tiveram o pedido negado são Brazilian Studies Association, Centro para Observação e Fortalecimento Eleitoral da América Latina e Caribe, Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina e do Caribe, Defensoría del Pueblo de la Ciudad de Buenos Aires, Eurolat Global Democracy Forum, Global Network of Political Leaders, International Association of Political and Electoral Experts, Observatorio Electoral de la Universidad Nacional de la Plata, SNAS África, Transparencia Electoral, World Peace Volunteers, Worldwide Elections e Parlamento Internacional de Direitos Humanos.
Como funciona a observação internacional
As Missões de Observação Eleitoral são formadas por instituições credenciadas para acompanhar diferentes fases do processo, desde a preparação da votação até a apuração e a totalização dos resultados. De acordo com o TSE, a atividade busca ampliar a transparência, permitir avaliações técnicas e verificar o cumprimento das normas eleitorais.
O tribunal já confirmou a participação de organizações como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e o Carter Center.
A Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE) também integra a estrutura de acompanhamento internacional prevista para o pleito. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Entidades tiveram pedidos recusados
Entre os casos que ganharam destaque está o da Transparencia Electoral, organização sediada em Buenos Aires que atua com temas relacionados à integridade eleitoral na América Latina. O Eurolat Global Democracy Forum, da Espanha, também teve o pedido rejeitado.
Segundo o TSE, as missões credenciadas podem acompanhar etapas como a preparação dos sistemas eleitorais, a votação, a transmissão, a apuração e a totalização dos votos. A participação é regulamentada pela Resolução TSE nº 23.678/2021.