Vanderlan Cardoso: “Não faço imposição aos partidos”
Redação DM
Publicado em 25 de janeiro de 2016 às 21:31 | Atualizado há 10 anos
O empresário Vanderlan Cardoso (PSB) afirmou, ontem, que iniciou um ciclo de conversações com dirigentes e pré-candidatos a prefeito de Goiânia sobre as eleições deste ano, buscando ampliar o leque de alianças, sem “fazer imposição” a quem quer que seja.
Para ele, não se pode sentar à mesa sem abrir o diálogo e ouvir as propostas de alianças. “Não tem sentido eu apresentar minha candidatura como irreversível. Coloco meu nome à disposição dos partidos como candidato a prefeito, mas tenho que ouvir todas as propostas, inclusive a de concorrer a vice”.
Com o apoio do PSB, PPS e PSC, Vanderlan Cardoso tem conversado com dirigentes e pré-candidatos do PSDB, PTB, Rede, PSD, PP e outras legendas. “Nesta hora, temos que conversar com todos. Não se pode radicalizar e estreitar o diálogo. Tudo tem que ser feito com transparência, colocando os interesses da cidade de Goiânia em primeiro lugar.”
O ex-prefeito de Senador Canedo deixa claro que não pretende ser candidato a “ferro e fogo”. Ele lembra que qualquer candidatura, para ter chances de vitória, precisa ter “amplo apoio partidário”.
Em relação aos pré-candidatos, o empresário já conversou com Francisco Júnior (PSD) e Luiz Bittencourt (PTB). “Foram conversas proveitosas. Falamos em alianças e projetos comuns para a cidade. São políticos que também estão preocupados com o futuro de Goiânia.”
O socialista se encontrou com o presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha e vai procurar o senador Wilder Morais, presidente estadual do PP. Esteve também com o presidente do PSDB Metropolitano, Rafael Lousa. Conversou ainda com Aguimar Jesuíno, da Rede Sustentabilidade.
Sobre entendimento com o PSDB, já que, ano passado, conversou com o governador Marconi Perillo sobre as eleições deste ano em Goiânia, Vanderlan Cardoso admite sentar à mesa com os tucanos. “Conversei com o governador no começo do ano passado e tenho conversado com membros da base aliada e também com partidos de oposição. Essa é uma eleição completamente diferente da eleição para o Estado.”
Mais uma vez, o pré-candidato do PSB à prefeitura de Goiânia não se coloca como membro da base marconista nem como oposicionista no pleito deste ano. “Nem oposição, nem base. Minha posição é completamente de independência.”
Vanderlan Cardoso que, diante da possibilidade de existirem diversas candidaturas a prefeito – PSB, dois ou três candidatos da base aliada, PMDB e PT – tudo indica que haverá segundo turno na Capital. “Quem ganha com isso é o eleitor, que vai ter oportunidade de fazer comparações e avaliar as diversas propostas para a futura administração de Goiânia.”
Ao lembrar que já enfrentou Iris Rezende, duas vezes, na disputa pelo governo de Goiás, Vanderlan Cardoso não considera o ex-prefeito um “obstáculo eleitoral”. E justificou: “Tenho respeito por Iris Rezende, mas ele não é obstáculo. Quem está disposto a apresentar um projeto como o nosso, se tiver medo, nem participa da pré-campanha. Acredito que o eleitor vai se identificar muito com nossas propostas. Nós temos grande chance de sair vitorioso nessas eleições.”
Financiamento
O pré-candidato do PSB reconhece que o fim de financiamento privado vai prejudicar a sua campanha, este ano. “Eu sempre tive ajuda das nossas empresas nas campanhas que participamos. Será um problema, com certeza. Sempre foi muito difícil a captação de recursos para a candidatura de uma terceira via, como sempre foi a minha. As empresas sempre nos ajudavam, mas já estamos trabalhando uma maneira de chegar ao eleitor. As redes sociais estão aí, vamos chegar por meio das redes sociais. Vamos levar nossas propostas e usar de muita criatividade.”
Vanderlan Cardoso diz que a alternância de poder é salutar para a democracia e para reoxigenação da administração pública. “A alternância de poder faz bem. O povo deve experimentar outras formas de administrar. Com a internet cada vez mais na vida dos cidadãos, as pessoas querem opinar. Essa participação e o acesso às informações favorecem o eleitor. A população está mais atenta aos problemas da cidade, do seu Estado e do Brasil.