Política

Vilmar Rocha: “O ciclo do Tempo Novo se esgotou”

Redação DM

Publicado em 30 de março de 2018 às 03:02 | Atualizado há 8 anos

Em 1998, o deputado federal Vilmar Rocha foi testemu­nha ocular da história. Ele participou da escolha do candidato da oposição, que primeiro apresen­tou o candidato a vice-governador (Alcides Rodrigues) e só no último minuto do segundo tempo da pror­rogação trouxe o nome de Marconi Perillo como candidato a governa­dor. Para ele, o fenômeno pode se repetir novamente, mas pelo lado do governo. Seu entendimento é de que não é possível apresentar como pronta a chapa governista antes de uma ampla conversa com todos os partidos da base e, principalmente, antes de ouvir amplos segmentos da sociedade. “Eu coloco que o ci­clo do tempo novo esgotou, está no fim. Foi um bom ciclo, eu participei dele, Goiás cresceu, mas está esgo­tado. Nós precisamos fazer uma re­ciclagem, uma mudança, uma nova reengenharia política. Estou conver­sando com todo mundo, sem pre­conceito e sem partidarismo. Estou aberto como presidente do terceiro maior partido de Goiás”, sinaliza.

Pré-candidato ao Senado, Vil­mar Rocha concedeu ampla en­trevista à jornalista Cileide Alves e aos jornalistas Vassil Oliveira e Ru­bens Salomão no programa “Ma­nhã Sagres”, na Rádio Sagres 730. Vilmar diz que orientou o depu­tados e lideres do partido a dia­logarem com todas as forças po­liticas. Avisa que definições sobre alianças políticas só serão feitas no final do mês de julho, quando a lei determina que sejam feitas as convenções partidárias. Ele in­forma que está trabalhando pela estruturação de uma ampla cha­pa de deputados estaduais e fede­rais do PSD, e que tem mantido conversas com o MDB de Daniel Vilela, com o DEM de Ronaldo Caiado e com líderes de outros partidos da base, como o depu­tado federal João Campos (PRB) e Flávia Morais (PDT). “Não va­mos censurar as preferências de ninguém do partido, muitos ma­nifestam, por exemplo, preferên­cias por Daniel Vilela, outros por Ronaldo Caiado e outros pelo can­didato do PSDB (José Eliton). Lá na frente, vamos afunilar esta dis­cussão sobre quem é melhor para o partido e para o Estado”, frisa.

Vilmar Rocha argumenta que o PSD vai continuar dando susten­tação ao governo até o último dia, mas entende que em se tratando do projeto político que se inicia a partir de 2019, não há apoio auto­mático.” Uma coisa é o atual gover­no. Nós participamos, ajudamos a eleger, participamos dele como se­cretário, e temos compromisso de sustentar e apoiar o atual governo até 31 de dezembro deste ano. As outras coisas são as alianças novas que vamos fazer para as eleições e para o governo que vai começar em 2019. Os deputados do PSD e de outros partidos, tem compro­misso e participam do atual go­verno. Mas as novas alianças para 2019, estão indefinidas, e as deci­sões serão só em julho”, ressalta.

Para Vilmar, “o atual governo, do ponto de vista de sua força po­litica e eleitoral se encerra em 30 de junho, porque a aprtir de 1 de julho há uma série de restrições admi­nistrativas, e até politicas, e o foco vai estar no futuro, nas eleições de outubro. Do ponto de vista políti­co e administrativo, o governo se encerra no dia 30 de junho”, opina.

Segundo Vilmar, há um sen­timento de insegurança na base com relação ao futuro politico e eleitoral da atual aliança política. “É preciso ter um candidato da base que seja politicamente e elei­toralmente viável, e eles não estou com o sentimento que tem hoje na base, que esta aliança não é politi­ca e nem eleitoral viável. Este é o sentimento. E vocês que são jor­nalistas experientes sabem que isto é verdade. É que muita gente não fala, sente isto mas não fala, mas esta é a verdadeira realidade”.

O entendimento do presidente do PSD é de que os demais parti­dos da base situacionista não ad­mitem engolir um prato pronto, ou seja, uma chapa formatada sem o envolvimento de todas as lideranças na sua discussão. Ele afirma que o vice-governador José Eliton tem todo o direito de buscar viabilizar a sua candidatura, mas considera que o esgotamento do ciclo do tempo novo pede que a nova aliança política não seja fei­ta com os mesmos métodos, com as mesmas pessoas e com os mes­mos critérios que prevaleceram nos últimos 20 anos. “Há uma in­segurança, as pessoas não estão seguras. Aqui e alí há manifesta­ções disto. Quando chegar em ju­nho, haverá uma pressão, caso esta candidatura não se viabilize, haverá uma forte pressão da base para mudar o nome do candida­to para apresentar um candidato e uma aliança que sejam viáveis. Caso isto não ocorra, haverá uma dispersão da base para outros par­tidos e outras alianças. e é isto que vamos discutindo”, finaliza.

 



Nós precisamos fazer uma reciclagem, uma mudança, uma nova reengenharia política”

 

As novas alianças para 2019 estão indefinidas, e as decisões serão só em julho”

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