Waldir: “É preciso coibir o caixa dois nas campanhas”
Redação DM
Publicado em 20 de setembro de 2016 às 02:23 | Atualizado há 10 anosAo ressaltar que votou a favor, no Congresso Nacional, do fim das doações financeiras das empresas e a redução do tempo da propaganda eleitoral no rádio e televisão, o deputado delegado Waldir Soares, candidato do PR à Prefeitura de Goiânia, afirmou ser favorável à criação de um núcleo, envolvendo membros do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, nas cidades com mais de 200 mil eleitores, para acompanhar os candidatos nos gastos e na contratação de pessoal. “Teríamos, assim, maior rigor no controle, por exemplo, do caixa dois das campanhas eleitorais”.
Em entrevista à rádio Vinha-FM e ao site Diário de Goiás, Waldir Soares disse que, com esse núcleo de acompanhamento, haveria uma fiscalização “prévia e em tempo real” nas campanhas majoritárias a prefeito. “É preciso ter agilidade, pois muitas denúncias de crimes eleitorais demoram a ser investigadas, o que facilita a repetição do delito por parte dos candidatos, que jogam com a impunidade”.
Com a experiência de membro da Polícia Civil e agora como integrante do Congresso Nacional, Waldir Soares justificou ser necessário o acompanhamento direto e permanente das campanhas dos candidatos a prefeito, para evitar os crimes eleitorais, principalmente o caixa dois nas finanças.
O candidato do PR aponta, também, a desigualdade nas campanhas a prefeito e cita o fato de os governos federal, estadual e municipal, através dos seus titulares, participarem e apoiarem candidatos, com a utilização da máquina administrativa e de servidores públicos comissionados. “Os governos Temer, Marconi e Paulo Garcia têm os seus candidatos e eles não têm pudor em colocar a máquina administrativa a favor dos seus escolhidos. A gente vê isso na campanha, com reuniões dos governantes envolvendo servidores comissionados, o que é crime eleitoral”.
Supersalários
Eleito prefeito em 2 de outubro, o delegado Waldir Soares quer colocar o “dedo na ferida” da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), com a exoneração de servidores fantasmas e colocar um fim nos supersalários. “Existem salários de trinta mil a oitenta mil reais mensais na Comurg. É um absurdo, um acinte à população goianiense. Existe na companhia servidores que ganham pouco e servidores que ganham demais”.
Ele promete acabar com a interferência política na Comurg, já que, segundo ele, foi responsável por levar a companhia ao “caos administrativo”, com a existência de “apadrinhamento e proteção” por parte de vereadores e outros agentes públicos.
Delegado Waldir Soares anuncia que, eleito prefeito de Goiânia, vai permitir que os funcionários da Educação escolham o futuro secretário através de um processo eletivo. “Vou acabar com apadrinhamento político. Os técnicos devem ocupar funções de comando nos órgãos municipais”.
Segurança e saúde
Waldir Soares diz que, ao conversar com os eleitores, constatou que segurança e saúde são as principais dificuldades vividas em Goiânia. “A população sente-se insegura, tem medo de deixar as suas casas à noite. A saúde é um caos em Goiânia, pois falta tudo, médicos, enfermeiras, remédios”.
O prefeitável do PR aponta, também, como um dos sérios problemas da Capital o transporte coletivo. “É preciso que o próximo prefeito venha agir com rigor e adotar medidas que beneficiem o usuário do transporte coletivo da cidade”.
Waldir Soares lembra, também, dificuldades na educação, na iluminação pública e no recapeamento asfáltico. “Em todas as áreas, a administração atual deixa a desejar. Não é à toa que o prefeito atual é considerado o pior de todas as capitais, segundo o Ibope”.
O candidato a prefeito mostra-se indignado com a situação vivida pela Capital. “É só andar pelos bairros, em todas as regiões, para ver que Goiânia está destruída. Falta água e papel higiênico nos postos de saúde. As escolas estão caindo aos pedaços, não há cuidado algum. Chegou a hora de virarmos essa triste página da história da nossa cidade e inaugurar um tempo novo em Goiânia”.