Waldir: “Não faço negociata para obter apoio eleitoral”
Redação DM
Publicado em 27 de setembro de 2016 às 02:17 | Atualizado há 10 anosO candidato do PR à Prefeitura de Goiânia, deputado federal delegado Waldir Soares, afirmou que não busca, nas campanhas eleitorais, apoios de partidos, parlamentares ou políticos com base em “negociata”. “Não vamos negociar cargos na prefeitura. Vou manter a minha independência. Vamos preencher quadros com técnicos. Não vou fazer negociatas para ter apoio. Procuro o eleitor e falo a verdade”, disse o deputado, em entrevista ao programa Jornal Anhanguera 1ª Edição.
Waldir Soares minimizou os resultados das pesquisas, onde ele está caindo. “As pesquisas são feitas, em média, com 600 pessoas, nós temos em Goiânia 950 mil eleitores e nós temos um milhão e quatrocentos e trinta mil habitantes. Lembrar que em 2014 foram feitas até pesquisas, bolões com jornalistas, com pessoas, marqueteiros, e em nenhuma pesquisa eles colocaram delegado Waldir. Então, há resultado de pessoas para todos os gostos. Prefiro confiar na manifestação do eleitor, dia 2 de outubro.”
O candidato do PR ao Paço Municipal ressaltou que tem visto alguns candidatos a prefeito comemorado já a passagem para o segundo turno, “subindo no salto alto”. E acrescentou: “Mas o candidato se esquece de combinar com o eleitor e com Deus.”
Delegado Waldir Soares disse acreditar que Goiânia não vai eleger “pessoas comprometidas que, no futuro, já foram gestores e acabaram com essa cidade, com cidades vizinhas.” Para ele, é o momento do eleitor goianiense analisar quem são os candidatos. “Qual é a ficha deles, eles têm as mãos limpas? O que eles fizeram para Goiânia em trabalho, em mudança de vida?”
Cargos públicos
Na área da administração pública, o prefeitável propõe que os próprios servidores escolham os titulares de cada uma das secretarias. Ele afirma que só ocuparão os cargos técnicos capacitados para cada área. “Temos muitos mestres, doutores, nós não vamos rifar as secretarias. Para você ter uma ideia no nosso plano de governo a escolha da secretária de educação será realizada pelos professores e pelos funcionários da área para acabar a interferência política”, explicou.
“Velha política”
Ao ser questionado porque não conseguiu ampla aliança partidária, pois recebeu apoio de apenas duas legendas – PR e PMN -, Waldir Soares condenou a prática na vida pública baseada nos “conchavos, toma lá dá cá, troca de favores”. E justificou: “Rejeitou o modelo da velha política, dos velhos coronéis. Os coronéis decidem quem são os candidatos a prefeito. Eu não posso me submeter a este modelo da velha política. Eu tenho um sonho de cuidar de Goiânia. Nas minhas coligações têm poucos partidos. Eu não posso manter compromisso com partidos políticos, com governador, eu não sou submisso O meu compromisso é com o eleitor, com o cidadão, não é com o governador, com o prefeito, não é com o vereador. Meu compromisso é com quem me elegeu, por isso que eu decidi mudar.”
O prefeitável do PR sustentou que o eleitor de Goiânia, em 2014, na sua eleição para a Câmara Federal, quando lhe proporcionou 180 mil, que deseja renovação na política. E, além disto, eu fui apontado nas pesquisas com a pessoa que poderia resolver os grandes dilemas de Goiânia, o principal deles é a segurança pública, que é a nossa especialidade. Por isso que eu coloquei o nosso nome. O segundo maior problema de Goiânia levantado pelas pesquisas, é a saúde.”
Inovação
O candidato do PR ao Paço Municipal destacou que, caso eleito, pretende realizar uma gestão com “criatividade, inovação, ousadia e renovação”. E ressaltou: “Nós não vamos negociar cargos na Prefeitura, não. A gente sabe hoje quem tem muitos partidos políticos que, ou compra o partido e dá dinheiro agora ou dá dinheiro depois ou então ele rifa secretarias. Nós vamos preencher nosso quadro apenas com pessoas técnicas, com os melhores funcionários, com os melhores servidores.”
Waldir Soares reafirmou a sua posição de “político e parlamentar independente: “Eu sou independente, eu não posso fazer negociatas para obter apoio político. Ao longo do período eleitoral, vários candidatos trouxeram alianças, eu vou dar um exemplo na prefeitura. Para ter um partido, um candidato deu três secretarias. No governo do estado, foi oferecido duas, três secretarias. Eu não vou fazer isso, comprometer uma gestão no município.”