Waldir: “Sou independente, não faço conchavo político”
Redação DM
Publicado em 24 de agosto de 2016 às 02:43 | Atualizado há 10 anosO deputado federal delegado Waldir Soares, candidato a prefeito de Goiânia pelo PR, afirmou que faz política “com independência, sem conchavos” e que, por isso, incomoda as elites, partidos e agentes públicos tradicionais. “Faço política com transparência, independência, sem conchavos. Não pertenço às panelas políticas que estão aí há 30 anos. Eu rompi com essas panelas que estão no poder em Goiás e em Goiânia. Por isso, incomodo as elites, a todos eles.”
O prefeitável ressaltou que, em razão de seu posicionamento “diferente e que rompe paradigmas na política”, tem dificuldades em agradar partidos e detentores do poder. Dos 35 partidos legalizados no País, Waldir conseguiu apoio à sua candidatura a prefeito de apenas dois: PR e PMN. PMB e PTN deixaram sua coligação às vésperas das convenções partidárias.
Waldir Soares lembrou que, desde a campanha de 2010, quando concorreu pela primeira vez à Câmara Federal, atua de forma “modesta e sem pirotecnia”, com poucos ou quase nada de gastos financeiros. Ele pretende retomar os métodos já adotados, principalmente o de “pedir” votos em cima de uma camionete, percorrendo os bairros de Goiânia.
O candidato do PR reprova o comportamento de alguns concorrentes da atual campanha eleitoral, que saem às ruas visitando locais públicos acompanhados de “farto material publicitário” e de cabos eleitorais pagos, “atrapalhando a vida das pessoas.”
Ele reafirmou o compromisso de fazer uma campanha diferente, fora dos “padrões tradicionais e viciados.” E justificou: “Estou na política para romper com esses costumes atrasados. Sou a novidade da política e a minha votação consagradora, em 2014, para a Câmara Federal, mostra isso. Na minha campanha, não tem monte de carro de som, monte de gente andando atrás do candidato sem fazer nada.”
Em entrevista à rádio 730/AM, o prefeitável do PR disse que o goianiense aprova o seu estilo de fazer campanha, quando rompe com a prática perniciosa de se gastar dinheiro com a contratação de pessoas e de apoio logístico, como carros de som. “É preciso dar um basta nesta prática política retrógada, perniciosa, viciada. O eleitor quer conhecer ideias, projetos e não candidato que sai por aí fazendo promessas, mentindo, mistificando e enganando todo mundo.”
Para ele, quem deve sair às ruas para pedir votos ao eleitor são os candidatos a prefeito, vice e vereador. “Não tem sentido o que se vê por aí, com candidato a prefeito contratando tanta gente para tumultuar as ruas e os locais públicos. Essa é uma política que eu abomino e seguramente toda a população goianiense.”
Waldir Soares espera que o Ministério Público Eleitoral faça uma investigação para constatar que os “cabos eleitorais” de alguns candidatos a prefeito não são voluntários nas campanhas, mas, segundo ele, servidores públicos dos poderes Executivo e Legislativo. “Essa gente está cometendo crime eleitoral, pois deveriam estar nas repartições públicas trabalhando e, no entanto, estão nas ruas pedindo votos em pleno horário de expediente.”
Base aliada
Embora o PT integre a base do governador Marconi Perillo, o delegado Waldir Soares reafirmou, mais uma vez, que tem posição política própria, a exemplo do que ocorre no plenário do Congresso Nacional. “O PR apoia o governo Temer, nem por isso sou obrigado a votar projetos com os quais não concordo. Tenho independência para votar de acordo com a minha consciência, como tenho liberdade para fazer campanha a prefeito da forma que julgo mais adequada”.
Waldir Soares deixa claro que, sendo eleito prefeito, não vai permitir que organizações sociais atuem no município de Goiânia, a exemplo do que ocorre no Estado. “O governador Marconi Perillo tem posição favorável às OSs. Eu já penso diferente, porque entendo que os servidores da Prefeitura de Goiânia, bem treinados e capacitados, poderão prestar os serviços, nas áreas de saúde e educação, por exemplo, de forma satisfatória e atendendo aos interesses da população.”
Para ele, caberá aos candidato apoiado pelo governador – no caso, Vanderlan Cardoso (PSB) e os que concorrem a vereador – defender a proposta de implantação das Organizações Sociais na Prefeitura de Goiânia. “Não temos de ficar brincando de faz de conta. Eles que defendam as propostas do governo. Eles são apoiados pelo governador e que então o defendam. Sou independente e só defendo o que acredito”.