Zema anuncia vice até quarta-feira (5) e diz que pretende escolher nome do próprio Novo
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 11:23 | Atualizado há 53 minutos
Pré-candidato à Presidência, Zema disse que o vice deverá ter ficha limpa e defendeu uma política ampla de privatizações | Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (4), em São Paulo, que pretende definir até quarta-feira (5) o nome que ocupará a vice em sua chapa. Segundo ele, a tendência é que o escolhido seja alguém do próprio partido, embora existam conversas com outras legendas.
A definição foi mencionada por Zema após uma sabatina promovida pelo G4 e por O Antagonista. Aos jornalistas, o ex-governador afirmou que o anúncio deve ocorrer até a tarde de quarta-feira e explicou que o grupo ainda avalia nomes internos e mantém diálogo com outros partidos para a composição eleitoral.
Zema também comentou as negociações com Joaquim Barbosa, do DC, e afirmou que não considera que uma chapa formada apenas por integrantes do Novo impeça a construção de alianças. Ele citou como exemplo a própria disputa pela reeleição ao governo de Minas Gerais, em 2022, quando concorreu em uma chapa pura, mas contou com alianças com nove partidos durante a campanha.
Zema diz que vice deve ter ficha limpa
Ao falar sobre os critérios para a escolha do companheiro de chapa, Zema afirmou que a principal exigência é que o nome tenha ficha limpa. Segundo o pré-candidato, o vice também precisa estar disposto a atuar para enfrentar problemas considerados estruturais no país.
Na avaliação dele, a composição precisa reunir alguém capaz de defender a proposta de fazer o que considera correto sem ficar sujeito a pressões políticas. Zema citou como exemplo o que classificou como um presidente enfraquecido por pressões relacionadas a pessoas próximas e afirmou que não pretende repetir esse cenário.
Durante a sabatina, o ex-governador também defendeu uma política ampla de privatizações. Questionado sobre a possibilidade de incluir os Correios entre as empresas que poderiam ser vendidas, afirmou que pretende privatizar tudo e que não considera existir uma empresa estatal que deva ser tratada como exceção.
Para Zema, o Estado já possui responsabilidades extensas em áreas como segurança pública, saúde e educação. Por isso, segundo ele, a administração pública não deveria manter a função de empresário, que classificou como uma atividade mal executada pelo poder público e benéfica principalmente para políticos.
Ex-governador cita gestão em Minas e fala sobre Vorcaro
Ao defender sua experiência à frente do governo de Minas Gerais, Zema relembrou a forma como apresentou sua postura no início do mandato. Ele afirmou que havia deixado claro que estaria na administração como alguém disposto a impedir práticas que considerasse inadequadas.
Na ocasião, usou a expressão de que estaria “na porta do galinheiro com uma espingarda” e afirmou que nenhuma “raposa” teria passado perto. A declaração foi utilizada pelo ex-governador para reforçar o discurso de combate a irregularidades durante sua gestão.
Zema também foi questionado sobre Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master que está preso e que, assim como ele, tem ligação com Belo Horizonte. O ex-governador afirmou que nunca foi procurado por Vorcaro, apesar de os dois terem vivido na mesma cidade.
Segundo Zema, a postura de uma liderança política pode influenciar a maneira como pessoas próximas e integrantes de grupos políticos atuam. Ele afirmou que líderes precisam evitar ceder a pressões envolvendo familiares, aliados ou amigos e defendeu que um presidente sem vínculos que possam comprometê-lo teria mais condições de tomar decisões.
Ao citar sua própria trajetória em Minas Gerais, Zema afirmou ainda que foi eleito sem apoio político e destacou sua atuação como governador como exemplo da postura que pretende levar para uma eventual disputa presidencial.