Rio Verde

Ex- funcionário que fez live falando mal de empresa é condenado, em Rio Verde

Consta nos autos que o empregador prestava serviços para a BRF da cidade e havia feito uma transmissão na internet difamando a empresa

diario da manha
Foto: Arildo Palermo

Um ex- funcionário de uma empresa que usou o facebook para fazer uma live e falar mal da empresa em que ele trabalhava, na cidade de Rio Verde, região sudoeste do estado, foi condenado por danos morais.

O Tribunal Regional do Trabalho determinou que o ex-empregado pague uma indenização de R$ 10 mil para a multinacional do ramo alimentício – BRF.

Polliana Moises dos Santos, advogada do trabalhador, em entrevista ao site G1, informou que vai recorrer da decisão Consta nos autos que o empregador prestava serviços para a BRF da cidade e havia feito uma transmissão na internet difamando a empresa, logo após ser diagnosticado com Covid-19 e afastado por atestado médico.

”Sacanagem, pilantragem dessa empresa vagabunda da qual faço parte. Médicos vagabundos e corruptos. Enquanto eu não estiver bem de saúde eu não piso em perdigão”, disse parte do vídeo.

Em outro momento da live, o trabalhador contestou a segurança em relação à prevenção de contaminação do coronavírus.

”Somos contaminados pelas máscaras que são usadas repetidamente. Até certos cachorros estão sendo cuidados melhor de que nós por essa empresa, nós temos sido tratados como lixo”, disse.

A juíza,Valeria Cristina de Sousa Silva Elias Ramos, da 3ª Vara do Trabalho de Rio Verde, em primeira instância, negou a indenização por danos morais, pedida pela empresa. A magistrada determinou apenas a retirada do vídeo do ar e estabeleceu multa de R$ 1 mil, caso não obedecesse. Após esta decisão, o trabalhador tirou a live do ar.

A decisão

De acordo com Rafael Martins, advogado da empresa, o vídeo já tinha sido assistido mais de 10 mil vezes, além dos possíveis compartilhamentos em mídias digitais, como aplicativos de mensagens, onde não é possível mensurar o alcance, e, por isso, recorreu da decisão ao tribunal.

No último dia 1ª de maio, o desembargador Wellington Peixoto destacou que ”a informação falsa e caluniosa do dito colaborador da reclamada viralizou em pouquíssimo tempo.” Portanto, segundo ele, ficou comprovado o ato lesivo praticado pelo empregado, ofendendo a imagem da empresa.

Além dos R$ 10 mil de indenização, o trabalhador ainda deverá pagar os honorários de sucumbência ao advogado da empresa.

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