Saúde

Anvisa publica orientação para evitar uso incorreto de medicamentos

diario da manha

Para evitar que nomes e pronúncias semelhantes possam provocar trocas indevidas de medicamentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma orientação de serviço que detalha resolução sobre nomes, complementos e a formação de famílias de medicamentos (RDC 59/2014). Segundo a agência, o assunto foi discutido durante o ano de 2017 e levou à identificação da necessidade de uma metodologia mais adequada para avaliar o nome comercial escolhido pela empresa.

A Anvisa informa que, no Brasil, os medicamentos podem utilizar o próprio nome do princípio ativo, caso dos genéricos, ou nomes comerciais, como é feito por produtos similares e de referência. De acordo com a agência, a Lei 6.360/1976 já determinava, em seu artigo 5º, que os medicamentos não podem ter nomes, designações, rótulos ou embalagens que induzam ao erro. Uma atualização sobre o tema foi feita em 2014, quando foi publicada a RDC 59/2014.

Conforme divulgado pela Anvisa, a identificação clara e sem margem de dúvida do nome do medicamento é fundamental para que o uso seja feito de forma correta e com segurança para o paciente, sendo um fator essencial para reduzir e prevenir erros de medicação, especialmente as trocas.

A agência cita que nomes semelhantes podem gerar erros também na hora da prescrição, preparação, dispensação e administração ao paciente.

Na farmácia é comum que um paciente chegue em dúvida do nome do medicamento que deseja comprar, segundo o gerente farmacêutico da Drogaria Santa Marta Adriano Umbelino de Souza. “Há muitos que até levam a embalagem de medicamento anterior, mas acontece de ser o errado, já que a caixa e tipo de comprimidos de um mesmo fabricante costumam ser parecidos e o paciente pode confundir”, informa. Ele diz ser indicado levar a receita médica na hora da compra e, em caso de dúvida, o recomendado é ligar para o médico que a repassou para confirmar o nome correto.
Quanto aos medicamentos isentos de prescrição, o farmacêutico pode orientar em relação ao mais recomendado para cada caso e o modo de administração. “Costumamos procurar saber o motivo do uso, se está utilizando outros medicamentos, para evitar possíveis complicações com interação medicamentosa, fazer o máximo de perguntas”, afirma.

Adriano Umbelino cita que a troca ou uso inapropriado de um medicamento pode resultar em riscos, a exemplo de uma intoxicação. Para evitar complicações o paciente precisa estar atento à medicação prescrita pelo médico, perguntar os efeitos e finalidade dela. Na drogaria o farmacêutico pode reforçar informações sobre o modo de uso.

Intoxicação
A intoxicação por medicamentos lidera ranking de casos de intoxicação humana no País, sendo responsável por 33,86% de todas as ocorrências do tipo em 2015, ano da última estatística divulgada pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). No Centro-Oeste, esse também é o principal motivo das intoxicações registradas pelo sistema. Foram 1.324 casos em 2015, enquanto as ocasionadas por agrotóxicos, que aparecem em segundo lugar, tiveram 148 casos na Região.

(Foto: reprodução Internet)

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