Saúde

Psicóloga faz texto sobre atuar na linha de frente no combate à pandemia no Hospital de Itumbiara

Comovida com o trabalho que realiza, Júlia Grazielle escreveu sobre os desafios da profissão no enfrentamento da Covid-19

diario da manha

Prestar assistência aos pacientes e seus familiares visando à minimização do sofrimento provocado pela hospitalização, bem como na promoção de estratégias de humanização da saúde: esse é o papel do psicólogo em um hospital. Com a pandemia que já ceifou a vida de milhares de pessoas no Brasil, a atuação deste profissional durante a Covid-19 ganhou ainda mais notoriedade.

O psicólogo junto com toda equipe multiprofissional é peça-chave no enfrentamento de grandes desafios na área de saúde, e permanecem imprescindíveis no combate à pandemia do novo coronavírus. Mais do que o acolhimento dos pacientes, esses profissionais os acompanham por todo o tratamento até o momento da alta. Eles evitam e amenizam as sequelas emocionais do adoecimento.

Comovida com o trabalho que realiza todos os dias em um hospital de campanha, a psicóloga Júlia Grazielle que atua na linha de frente do enfrentamento da Covid-19 no Hospital Regional de Itumbiara São Marcos, escreveu sobre o trabalho que desempenha com os pacientes que estão em batalha contra o novo coronavírus.

Confira na íntegra o relato:

Por trás de cada máscara, está um profissional de saúde. Mas também estão pais, mães, filhos, avôs, tios e amigos. Um verdadeiro batalhão que, desde o começo da pandemia, luta não só contra o coronavírus, mas também contra incertezas, medo, angústia, ansiedade, saudade, e até mesmo contra o preconceito.

O que nos move nesse momento, e nos faz levantar todos os dias e sair para trabalhar, mesmo com o coração apertado, é o amor pelo ser humano. É a empatia pelas pessoas, os pacientes e as famílias que precisam da gente. Não tem nada que seja maior do que isso. Sempre digo para os pacientes “Estou aqui por amor a vidas. Para salvar vidas.” E o sorriso é o que mais fala por nós. As pessoas nos reconhecem pela voz, pelo olhar. E mais do que essa coisa da percepção física, elas nos reconhecem pelo afeto, cuidado e proximidade. E isso é muito positivo.

São dias tristes e felizes ao mesmo tempo. Quando perdemos um paciente que estava fazendo parte do nosso dia-a-dia, sofremos juntos com os familiares. E por trás da máscara, vem o sofrimento escondido e o choro engasgado feito um nó na garganta.

Mas também fico muito feliz quando um paciente sai bem do hospital. E o hospital inteiro entra em festa, na comemoração das altas.

Lembrando quanto é importante as ações que são feitas no hospital, como a musicoterapia e vídeo-chamadas, para amenizar a distância e levar um pouco de tranquilidade. Não tem nada gratificante, de ver o sorriso deles e do “Muito obrigado, que Deus retribua tudo em dobro do que está fazendo aqui!”

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