Saúde

Pandemia contribui para má alimentação das pessoas

Academias fechadas, home office e o EAD, contribuem para um alto índice no surgimento de novas doenças.

diario da manha

Dentre os inúmeros desafios que a pandemia da Covid-19 trouxe para os brasileiros, a má alimentação está entre eles. Com a ansiedade do momento, agregado ao confinamento dentro de casa, muitas pessoas tem descontado as preocupações na comida. Academias fechadas, home office e o EAD, contribuem para um alto índice no surgimento de novas doenças.

De acordo com a nutricionista, Ludymilla Ramos, a população passou a ter um pior hábito na alimentação depois do início da pandemia. Os “alimentos prontos”, são uns dos grandes vilões, já que em sua maioria, são pouco nutritivos e bastante calóricos.

Nutricionista Ludymilla Ramos

“Tanto os alimentos industrializados, pela praticidade de já vir pronto para o consumo ou por conseguir mantê-los na despensa por mais tempo, quanto os delivery, reflete de maneira negativa no hábito alimentar” completa a nutricionista.

A má alimentação associada a uma rotina sem exercícios físicos, contribuem no surgimento de novos problemas. “Doenças como a obesidade, diabetes tipo 2, hipercolesterolêmicas, hipertensão arterial sistêmica são as principais doenças causadas pela má alimentação”, alerta Ludymilla.

Sendo assim, além das doenças prováveis, outro risco que as pessoas podem ter é a fácil contaminação pela Covid-19, já que pessoas com doenças crônicas se tornam mais sensíveis ao vírus.

A estudante, Andressa Cardoso, conta que a mudança de rotina mexeu não só apenas com o seu psicológico, mas também com a forma com que se alimenta. “Passar a ficar o dia todo em casa, mudar a rotina, fez com que eu descuidasse da alimentação e passasse a exagerar nos alimentos prontos. A preocupação com o momento fez com que eu descontasse na comida, como se fosse um refúgio para o momento”, explica Andressa.

“Toda a incerteza que esse período nos trouxe, acabou deixando as pessoas mais ansiosas/ociosas que buscam um certo refúgio no alimento. Na maioria das vezes tais alimentos são os que tem alto teor de gorduras saturadas, carboidratos simples, aditivos químicos, realçadores de sabor e etc. São as famosas “junk foods”, o que faz do alimento ser pobre nutricionalmente e ter calorias vazias. Alerta a nutricionista Ludymilla Ramos.

Como ter uma boa alimentação?

O primeiro passo na mudança de hábito é a força de vontade. Estar disposto a mudar e seguir uma nova linha pode ser crucial na evolução para uma vida mais saudável. Buscar fazer exercícios, seja ao ar livre ou dentro de casa é uma boa aposta para perder alguns quilinhos.

“Com as academias fechadas e o distanciamento social eu optei além de procurar um profissional da saúde, começar uma rotina de exercícios dentro de casa mesmo. Na própria internet eu encontrei conteúdos que me auxiliam nos exercícios”, exemplificou Andressa.

A busca por um profissional que te ajude no processo é de extrema importância. Cada organismo reage de um jeito, portanto, o profissional sempre buscará o melhor plano alimentar para cada indíviduo.

Outra dica importante, é buscar alimentos in natura, ou seja, frutas e legumes. “Priorizar os carboidratos complexos, como cereais, pães e massas integrais, incluir proteínas de alto valor biológico em quase todas as refeições, como carnes, ovos, para os vegetarianos/veganos. Priorizar as leguminosas que são fontes de proteína vegetal, consumir lácteos e seus derivados, evitar o consumo de alimentos ultra processados na rotina alimentar, diminuir a quantidade de sal e açúcar das preparações. Por último e não menos importante, ingerir bastante água”, orienta a nutricionista Ludymilla Ramos.

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