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Alergia alimentar atinge até 8% das crianças menores de 3 anos e acende alerta em Goiás

Redação Online

Publicado em 15 de maio de 2026 às 18:38 | Atualizado há 3 meses

Criança com alergia alimentar requer atenção e cuidados especiais | Foto: Reprodução
Criança com alergia alimentar requer atenção e cuidados especiais | Foto: Reprodução

A alergia alimentar tem se tornado uma preocupação crescente entre pais e profissionais da saúde. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, cerca de 6% a 8% das crianças com menos de 3 anos possuem algum tipo de alergia alimentar. A imunologista Maria Letícia Chavarria explica que as crianças pequenas estão entre os grupos mais afetados porque é nessa fase que ocorre a introdução alimentar após o aleitamento materno.

A imunologista explica que o aumento dos casos pode estar relacionado às mudanças ambientais e de hábitos da sociedade moderna. “Em função de mudanças de hábitos, alterações climáticas e da industrialização, essas mudanças podem influenciar o organismo humano a ponto de percebermos esse aumento das alergias alimentares”, afirmou.

Entre os principais sinais de alerta estão vermelhidão ao redor da boca, erupções na pele, cólicas, vômitos, diarreia e até sangue nas fezes após consumo de determinados alimentos. “Os pais geralmente percebem rapidamente que a criança não está bem. A partir disso, é necessário investigar e suspender o alimento suspeito”, diz Chavarria.

Os alimentos que mais costumam provocar alergias são leite, ovo, trigo, soja, peixes, crustáceos e castanhas. Leite e ovo lideram os casos na infância, enquanto castanhas e frutos do mar são mais frequentes entre adolescentes e adultos.

A especialista destacou a diferença entre alergia alimentar e intolerância. A intolerância costuma provocar apenas sintomas digestivos, enquanto a alergia pode gerar manifestações na pele e reações imunológicas mais amplas.

Apesar da preocupação, a médica ressalta que muitas crianças desenvolvem tolerância aos alimentos com o passar do tempo, especialmente nos casos de alergia a leite e ovo. “Não é necessariamente para sempre. Muitas crianças deixam de apresentar alergia ao crescer”, explica.


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