DM Saúde

HEI leva projeto estratégico de melhoria assistencial para encontro em Goiânia

Redação Online

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 12:29 | Atualizado há 10 meses

O Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos (HEI) participou da Sessão de Imersão Presencial (SIP 2) do Projeto Integração Hospitalar em Rede (IHR), realizada nos dias 16, 17 e 18 de dezembro de 2025, em Goiânia, iniciativa voltada à formação de Especialistas em Melhoria e ao fortalecimento da qualidade e do desempenho das organizações de saúde.

Durante o encontro, a unidade apresentou o Storyboard (ferramenta visual que organiza e apresenta, de forma estruturada e sequencial, todas as etapas do projeto, desde o problema identificado até os resultados esperados) do projeto desenvolvido no HEI, apresentado pela diretora clínica, Dra. Luana Tonetti, e pela coordenadora de Serviços de Enfermagem, Herlane Vieira, evidenciando o compromisso institucional com a inovação, a melhoria contínua e a qualificação da assistência.

De acordo com a coordenadora de Serviços de Enfermagem, Herlane Vieira, o projeto está alinhado ao conceito “Integração Hospitalar em Rede – 24 é 1”, que propõe uma atuação integrada entre os 24 hospitais estaduais de Goiás. “A proposta é fortalecer a rede como um todo, com fluxos mais eficientes e decisões mais assertivas, garantindo um cuidado mais seguro e resolutivo ao paciente”, afirmou.

A iniciativa é promovida pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), instituição internacionalmente reconhecida por sua atuação na melhoria da qualidade e segurança em saúde.

Entre os resultados esperados do projeto estão a redução de 50% da fila de pacientes aguardando transferência pela regulação estadual, atualmente estimada em cerca de mil pacientes por dia, além da diminuição do tempo de permanência hospitalar nos 24 hospitais estaduais entre 20% e 30%.

Segundo Herlane Vieira, outro eixo central do projeto é o fortalecimento dos 5Rs, com foco na padronização e no aumento da confiabilidade no manejo de condições clínicas prioritárias, como sepse, ataque pulmonar, dor torácica e infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), dor abdominal, trauma e agravos pulmonares, além da aplicação de ferramentas de identificação precoce da deterioração clínica, como NEWS, MEOWS e PEWS. “Essas ferramentas contribuem diretamente para a tomada de decisão rápida e segura pelas equipes assistenciais”, destacou.

A coordenadora ressaltou ainda que a execução do projeto tem início na porta de entrada das unidades hospitalares. “O trabalho começa no Pronto-Socorro, que é onde o paciente chega, seja por demanda espontânea, por regulação ou por meio das unidades de resgate. É nesse primeiro atendimento que conseguimos organizar fluxos, qualificar a assistência e impactar diretamente os indicadores da rede”, concluiu.

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