HEI realiza roda de conversa em alusão ao Agosto Lilás
Redação DM
Publicado em 24 de agosto de 2022 às 10:42 | Atualizado há 4 anos
O Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos (HEI) realizou NESTA TERÇA-FEIRA, 23, uma roda de conversa em alusão à campanha Agosto Lilás para o público interno da unidade. A ação, organizada pela comissão de humanização e eventos, abordou sobre a importância da prevenção e do enfrentamento à violência contra a mulher e teve como mediadores o promotor de Justiça do Estado de Goiás e idealizador da Rede de Proteção a Mulher de Itumbiara, Dr. José César Naves de Lima, a Presidente da Rede de Proteção à Mulher de Itumbiara, Silvia Clauredina Reis Cunha, e a Coordenadora da Rede de Proteção à Mulher de Itumbiara, Dra. Patrícia Raposo Moreira.
O Agosto Lilás é uma campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, instituída por meio da Lei Estadual nº 4.969/2016, com objetivo de intensificar a divulgação da Lei Maria da Penha, sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre o necessário fim da violência contra a mulher, divulgar os serviços especializados da rede de atendimento à mulher em situação de violência e os mecanismos de denúncia existentes.
A violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.
Durante a roda de conversa, o promotor explica que o Agosto Lilás é uma simbólica e importante para quem combate a violência de gênero no estado de Goiás. “É um marco, pois todos nós paramos para fazer uma reflexão e verificarmos os avanços dos trabalhos que estão sendo feitos no município para erradicar de vez essa violência contra as nossas mulheres”, disse Dr. José César Naves de Lima.
Ele destaca que o Hospital de Itumbiara é a porta de entrada dessa violência contra a mulher. “O serviço que é realizado na unidade por profissionais competentes que prestam um trabalho de qualidade, em que a mulher se sente acolhida. Posteriormente, essa pessoa é encaminhada para os órgãos de controle social, onde damos seguimento aos trabalhos para que quem cometeu a violência não o faça novamente e que ela seja protegida. Agradeço ao hospital pela receptividade e pelo trabalho de qualidade que é realizado aqui. Tenho certeza que em breve a unidade vai se transformar em uma referência no Estado em acolhimento e de recepção de pessoas agredidas em violência doméstica”, afirmou.
Denuncie
A denúncia de violência contra a mulher pode ser feita em delegacias e órgãos especializados, onde a vítima procura amparo e proteção. O “Ligue 180”, central de atendimento à mulher, funciona 24 horas por dia, é gratuito e confidencial. O canal recebe as denúncias e esclarece dúvidas sobre os diferentes tipos de violência aos quais as mulheres estão sujeitas.
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