DM Saúde

HEL realiza 1ª Semana de Saúde Mental

Redação Online

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 06:55 | Atualizado há 9 meses

A atenção à saúde vai além da assistência clínica e envolve, de forma direta, o equilíbrio emocional de quem trabalha e de quem recebe atendimento. Com esse propósito, o Hospital Estadual de Luziânia (HEL) realizou, entre os dias 12 e 16 de janeiro, a 1ª Semana de Saúde Mental, uma programação especial em alusão ao Janeiro Branco, voltada à promoção do bem-estar psicológico, ao fortalecimento de vínculos e à construção de um ambiente de trabalho mais saudável, humano e acolhedor.

Ao longo da programação, colaboradores da unidade participaram de atividades que estimularam a reflexão, o autoconhecimento e o diálogo sobre saúde mental no contexto hospitalar, um ambiente marcado por altas demandas, pressão constante e tomadas de decisão complexas.

A abertura foi conduzida pela neuropsicóloga Eduarda Freitas, que ministrou uma palestra sobre o funcionamento do cérebro e suas respostas ao estresse, ao cansaço emocional e às exigências do cotidiano profissional.

De forma clara e acessível, a profissional abordou aspectos do sistema nervoso, da neuroquímica e da autorregulação, reforçando que saúde mental também é ciência, contribuindo para a desmistificação do tema no ambiente de trabalho.

As psicólogas organizacionais Tamires Martins e Lorena Freitas conduziram, nos dias seguintes, a Ronda Psicológica, uma proposta de escuta ativa e cuidado próximo, que aproximou a psicologia da rotina real das equipes.

A iniciativa favoreceu conversas espontâneas, troca de experiências e ações de psicoeducação, evidenciando que pequenas pausas e diálogos podem gerar impactos significativos no bem-estar dos profissionais.

A programação contou ainda com música ao vivo, proporcionando momentos de leveza, estímulo a sensações positivas e fortalecimento da conexão humana no ambiente hospitalar. O encerramento foi marcado por uma prática de meditação, com exercícios de respiração e presença, reforçando a importância do autocuidado, da atenção plena e da prevenção do esgotamento emocional.

Para Tamires Martins, a ação trouxe visibilidade a uma necessidade já percebida no dia a dia da unidade. “Trabalhar saúde mental no hospital é falar de humanidade. A campanha abriu portas para conversas que precisavam acontecer e mostrou que a psicologia pode estar onde as pessoas estão”, destacou.

A psicóloga organizacional Lorena Freitas também ressaltou o impacto da iniciativa. “A campanha abriu caminhos para conversas necessárias. Quando damos nome ao que sentimos, nos fortalecemos como equipe e como seres humanos”, afirmou.

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