Hugo realiza mutirão de cirurgias ortopédicas
Redação DM
Publicado em 3 de janeiro de 2022 às 18:46 | Atualizado há 5 anos
Sob nova direção, o Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) iniciou neste domingo, 2 de janeiro, uma força-tarefa que vai reduzir em 100% a fila de pacientes que aguardam por cirurgias ortopédicas de urgência e emergência na unidade de saúde. No primeiro dia do mutirão, 15 pessoas foram operadas e nesta segunda-feira, 3, 36 vão passar pelo procedimento.
A meta da nova gestão do setor de ortopedia da unidade é operar 150 pacientes nesta semana, com uma média de 30 cirurgias por dia até a próxima sexta-feira, 7. Isso porque os estoques de próteses e órteses, materiais necessários para os procedimentos, foram abastecidos após o Instituto Cem assumir a administração do Hugo.
De acordo com o médico cirurgião de trauma e quadril e coordenador de ortopedia da unidade, Regis Vieira de Castro, 35 cirurgiões e nove anestesiologistas estão envolvidos no mutirão, além dos demais profissionais, como enfermeiros e técnicos de enfermagem. Para a mobilização, eles estão usando sete, das dez salas do centro cirúrgico do Hugo.
“O nosso propósito é zerar o número de pacientes que estavam aguardando cirurgia há mais de 30 dias. São usuários com fraturas exposta, politraumatismo, infecção, ou seja, pacientes com característica de emergência, mas que não tinham vazão no centro cirúrgico. Agora, com a nova gestão, organizamos a logística e aumentamos as equipes ‘ full time’ do centro cirúrgico. Com essas ações, conseguimos planejar a média de 150 cirurgias até o fim desta semana, e assim vamos desafogar o atendimento no Hugo”, afirma o médico.
O coordenador da ortopedia ressalta que com o aumento da equipe médica e assistencial do centro cirúrgico a unidade vai ter mais resolutividade. “O nosso objetivo é que o paciente com fratura e perfil de emergência seja operado na hora, e que os demais operem entre 24 e 48 horas após chegarem ao Hugo”, explica o cirurgião Regis Vieira de Castro.
A primeira beneficiada com o mutirão foi Priscila Aparecida da Silva Ribeiro, 30 anos. A paciente deu entrada na emergência do Hugo no dia 1 de dezembro, vítima de acidente de trânsito. Priscila ficou internada na enfermaria da unidade por 32 dias aguardando material para a realização da cirurgia.
A operação para tratar fraturas no fêmur e na tíbia, ambas na perna direita, ocorreu na manhã de ontem (2). “Os pacientes estavam muito angustiados aguardando cirurgia, estava um descaso. Com a mudança da administração, fui a primeira paciente a operar. O sentimento é de gratidão por ver que o hospital está caminhando. Fico feliz por mim e por todos os pacientes, de longa permanência, que vão operar. Espero que continue assim, que a qualidade não caia. O mutirão é uma luz no fim do túnel para os pacientes que aguardam cirurgia”, revela Priscila.
O cirurgião Marcelo Okubo, especialista em trauma e quadril, relata estar feliz em fazer parte do mutirão do Hugo. “Estou honrado em fazer parte desta nova equipe da ortopedia da unidade. Nós assumimos o hospital com uma fila de espera para a realização de cirurgias e pacientes com muito tempo de hospitalização. Nós vamos fazer de tudo para conseguir tirar esses pacientes da fila de espera. Com o nosso trabalho e empenho, quem ganha é a população goiana, que não vai ficar muito tempo à espera de uma cirurgia ortopédica”, destaca o médico.
Para o diretor técnico do Hugo, o médico José Fernando Folgosi, a proposta do mutirão é desafogar a unidade. “Nossa expectativa é reerguer o Hugo. Com muito trabalho e esforço, a unidade vai voltar a ser referência no atendimento de trauma e emergência em Goiás”, conclui o gestor.
História
Inaugurado em 1991, o Hugo é o segundo maior hospital de urgência e emergência de Goiás, e além da assistência, também é um hospital de ensino, pesquisa e extensão universitária. O hospital tem programas como o de microcirurgia, que realiza procedimentos como reconstituição de órgãos, reparação cirúrgica e reconstrução de membros inferiores, superiores, da face e até reimplantes. O hospital possui 381 leitos para internação, sendo 56 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e centro cirúrgico com 10 salas em funcionamento.
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