Mais de 60% dos goianos estão acima do peso, aponta Vigitel 2025
Redação Online
Publicado em 5 de novembro de 2025 às 15:25 | Atualizado há 12 meses
O estudo indica que o consumo de alimentos ultraprocessados cresceu de 17,9% para 24,4%
O levantamento Vigitel Goiás 2025, divulgado nesta quarta-feira (05/11) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), mostra um cenário preocupante: 62,9% dos goianos estão acima do peso, contra 57,3% em 2022. A obesidade também aumentou, ao passar de 22,8% para 25,7%. O reflexo direto aparece na hipertensão arterial, que agora atinge 26,3% da população, mais de um quarto dos habitantes do estado.
O estudo indica que o consumo de alimentos ultraprocessados cresceu de 17,9% para 24,4%. Já o de frutas e hortaliças caiu de 26,4% para 24,7%. O refrigerante voltou a ser presença constante nas refeições, ao passar de 19,5% para 21%. Para a SES-GO, o padrão alimentar dos goianos revela um desequilíbrio entre produtos naturais e industrializados, o que favorece o avanço da obesidade e das doenças crônicas.
De acordo com Magna Maria, gerente de Vigilância Epidemiológica de Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, o Vigitel ampliou o alcance das entrevistas, de 5 mil para 18 mil pessoas, ao abranger todas as 18 regiões de saúde do estado. “Nas regiões menores, há maior preservação da alimentação tradicional, com arroz, feijão e carne. Nas maiores, cresce o consumo de comidas rápidas e ultraprocessadas. Notamos melhora na prática de atividade física, mas concentrada entre os mais escolarizados”, afirmou.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, ressaltou o papel estratégico do Vigitel no planejamento de ações públicas. “A pesquisa mostra o retrato real da saúde dos goianos, incluindo hábitos alimentares, tabagismo, saúde mental, prática de exercícios e acesso a exames preventivos. Esses dados nos ajudam a construir políticas mais eficazes”, destacou.
Flúvia também chamou atenção para o aumento do tabagismo entre os jovens e a substituição da alimentação tradicional por produtos industrializados. Apesar dos alertas, ela pontuou avanços, como o maior acesso a exames preventivos, entre eles mamografia e papanicolau.
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