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Prevenção ao câncer colo do útero

Redação DM

Publicado em 30 de outubro de 2015 às 00:15 | Atualizado há 11 anos

De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o câncer de colo do útero é o terceiro mais incidente na população feminina brasileira e a principal razão para que 7,7% das brasileiras se submetam à cirurgia para a retirada do útero. Em Goiás, a doença está acima da média nacional e faltam reagentes nos postos de saúde de Goiânia para a realização de exames ginecológicos.

Para a oncologista Melissa Machado, a alta incidência se dá pela falta de prevenção adequada e também pela falta de informação. “As pacientes não levam a sério o risco de câncer de colo do útero e não procuram fazer o exame anualmente, como é recomendado. Hoje ainda é possível fazer a vacinação para HPV,  o que pode evitar a doença”, afirma Melissa.

A detecção da doença é feita através de exame ginecológico anual, além do exame “preventivo”, papanicolau. “Na verdade esse tipo de câncer não é transmitido, a infecção ocorre por via sexual, através do HPV”, explica a oncologista Melissa Machado. A doença nos estágios iniciais não há sintomas, por isso a prevenção é bastante importante. “Já em estágios mais avançados, pode haver sangramento com corrimento com odor fétido e dor durante relação sexual”, classifica Melissa Machado.

Para as pacientes com doença metastática ao diagnóstico que apresentam recidiva ou persistência da doença, a Anvisa aprovou o medicamento biológico bevacizumabe. O remédio já é utilizado em cerca de 50 países, é  considerado avanço e primeira terapia-alvo oferecida para o tratamento. Com aumento de sobrevida global de 30% e a redução de 26% no risco de morte desses pacientes. “É mais uma arma terapêutica no tratamento dos casos em estágio mais avançados”, classifica a oncologista.

Em relação a importância da vacinação contra o vírus HPV (sigla em inglês para papilomavírus humano) que é capaz de infectar a pele ou as mucosas, a médica Melissa Machado afirma que é um método eficaz na prevenção desse câncer. A vacinação é segura, de graça e está incluída no Calendário Nacional de Vacinação para meninas de 9 a 13 anos.

Sem exames ginecológicos pela saúde pública

Em Goiânia, mulheres que buscam atendimento através de exames ginecológicos reclamam da falta de reagentes nos postos de saúde da Capital. Alguns exames já realizados foram feitos com reagentes vencidos, de acordo com servidores do posto de saúde do Setor União.

A Prefeitura afirma que os postos realmente estão sem o reagente para a realização do exame. E que estão em andamento licitações para a aquisição do composto.

Câncer colo do útero

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o câncer do colo do útero afeta aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo. Além disso, é responsável pelo óbito de 265 mil mulheres por ano. As taxas de incidência estimada e de mortalidade no Brasil são elevadas quando comparadas aos países desenvolvidos que apresentam programas de detecção precoce bem estruturados.

Conforme a Globocan, o Brasil tem a estimativa de 15 mil novos casos previstos para 2015, quase o dobro dos países desenvolvidos. Isso sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de colo do útero é o terceiro mais prevalente no país.

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