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Saúde integra mulheres no presídio em seu dia

Redação Online

Publicado em 12 de março de 2026 às 15:25 | Atualizado há 8 meses

As mulheres de presos preventivos e reeducandos do sistema prisional em Luziânia receberam uma atenção especial do pessoal do Serviço de Ações Básicas de Saúde por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Foram promovidas ações de integração, palestras e distribuição de singelos brindes para homenagear as companheiras dos detentos.

Segundo o coordenador do serviço de saúde nos presídios, Alisson Roriz, a intenção foi estreitar os laços com as mulheres e mostrar o foco de humanização que a saúde dispensa aos reeducandos. “Além de atender esse pessoal que está na reclusão precisamos lembrar que muitos têm famílias e que isso faz parte do processo de reintegração deles também. Por isso é importante dedicar atenção, respeito e fraternidade com essas mulheres”, comentou.

A integração da família, e especificamente das mulheres (mães, esposas, irmãs e filhas), é um dos pilares mais robustos para a ressocialização de um reeducando. O sistema prisional, por natureza, isola o indivíduo, mas é o vínculo afetivo feminino que frequentemente impede que esse isolamento se torne uma ruptura definitiva com a sociedade civilizada.

Essa foi a tônica das rodas de conversas travadas com as mulheres.Na Casa de Prisão Provisória de Luziânia (CPP) foi promovido esse dia para as mulheres familiares com a equipe multiprofissional da saúde que atende esse serviço. Além de um lanche e das lembrancinhas as palestras alegres e motivacionais falavam sobre o processo de recuperação dos indivíduos.

“O cárcere tende a desumanizar o indivíduo. A mulher, ao manter a visitação e o contato constante, reafirma a identidade do reeducando fora do crime. Ela é o lembrete de que ele ainda é “pai”, “filho” ou “companheiro”, e não apenas um número no sistema. Esse suporte emocional reduz drasticamente os níveis de depressão e violência dentro das unidades”, explicou Alisson Roriz.

Muitas vezes, as mulheres são as responsáveis por gerir a vida do reeducando fora das grades. Elas trazem notícias, cuidam dos bens que restaram e mantêm vivos os laços com os filhos. Sem essa “ponte”, o egresso sai do sistema completamente desorientado, o que aumenta as chances de reincidência por falta de perspectiva. Por isso é tão importante integrar essas mulheres ao processo de recuperação.

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