Um “chico” no HMDI
Redação Online
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 10:21 | Atualizado há 9 meses
Escolher um novo país para recomeçar a vida é um desafio que envolve sonhos, adaptações e, muitas vezes, saudade. Foi com esse sentimento que a cubana Marianne Rodriguez Del Rey Gonzalez, de 32 anos, chegou ao Brasil há dois anos em busca de novas oportunidades. Atualmente, morando em Goiânia com o companheiro e o filho mais velho, ela encontrou no Sistema Único de Saúde (SUS) e na assistência da Maternidade Dona Iris o suporte necessário para viver uma gestação segura e acolhedora.
A decisão de vir para o Brasil aconteceu porque ela via o país como um lugar que acolhe estrangeiros. Além disso, já tinha um primo que morava em Cuiabá, primeira cidade onde viveu ao chegar ao país. No entanto, devido ao calor intenso, o filho mais velho apresentou alergias, o que motivou a mudança para Goiânia, com apoio de uma amiga da família.
Na gestação, vivida longe dos familiares que permaneceram em Cuba, ela conta que enfrentou desafios emocionais. O pré-natal foi realizado no posto de saúde do Conjunto Riviera, onde Marianne relata ter se sentido acolhida e bem assistida pela equipe de saúde. Foi na unidade básica que ela recebeu orientações sobre a Maternidade Dona Iris, referência em atendimento humanizado e assistência médica de qualidade.
Assistência Humanizada
O parto de Leoscar foi por cesariana. Durante o procedimento, a paciente também optou pela laqueadura. Ela destaca o cuidado recebido durante toda a assistência hospitalar. “Os profissionais foram rápidos, atenciosos, e me senti muito respeitada. A enfermeira e a médica foram muito boas comigo”, afirmou.
Marianne também ressaltou a atenção voltada ao recém-nascido. “Vocês estão de parabéns. Na maternidade, cuidam muito bem do bebê. Em Cuba, depois da alta, é a mãe que precisa levar o recém-nascido para fazer os testes”, contou.
A mãe da paciente, Ivon Gonzales Dominguez, que veio de Cuba para acompanhar o nascimento do neto, também comentou que a filha se sentiu segura e acolhida durante toda a assistência.
Marianne conta que, durante a gestação, apresentou diabetes gestacional, condição que exige acompanhamento contínuo. Segundo ela, toda a assistência necessária foi garantida pela equipe de saúde. Ao comparar os sistemas de saúde, afirma que o SUS ofereceu suporte importante durante todo o processo. “Em Cuba, há dificuldade no acesso a insumos e medicamentos, enquanto no Brasil consegui realizar o acompanhamento adequado da gestação e o parto com segurança”, disse.
Em Cuba, ela trabalhava como professora de música, profissão que ainda não conseguiu exercer no Brasil devido à barreira do idioma e aos processos burocráticos para validação do diploma. Atualmente, trabalha em uma empresa de limpeza e afirma estar determinada a reconstruir a vida no país.
O nascimento de Leoscar representa um novo capítulo para a família. Por ser brasileiro, o bebê terá dupla nacionalidade, o que, segundo a mãe, amplia as oportunidades futuras. “É uma experiência nova ter um filho brasileiro. Acredito que ele terá mais possibilidades e uma vida melhor”, afirmou. Sem intenção de retornar ao país de origem, os planos da família são permanecer definitivamente no Brasil, onde encontraram acolhimento e novas perspectivas de futuro.