Uso de cigarro eletrônico avança entre adolescentes em Goiás e 40% deles já testaram o dispositivo
Redação Online
Publicado em 28 de maio de 2026 às 22:23 | Atualizado há 2 meses
Cigarro eletrônico é um remanejamento eficiente de uma indústria que partiu em busca de novos consumidores | Foto: Reprodução
Quatro em cada dez adolescentes goianos entre 13 e 17 anos afirmam já ter experimentado cigarros eletrônicos, como vapes, pods e e-cigarettes. Os dados são da 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação. Segundo o levantamento, 39,2% dos estudantes entrevistados em Goiás disseram já ter usado cigarros eletrônicos ao menos uma vez.
O índice é maior entre as meninas, com 41,6%, enquanto entre os meninos o percentual foi de 36,9%. A pesquisa também mostra maior incidência nas escolas públicas, onde 40% dos estudantes relataram já ter experimentado os dispositivos. Nas instituições privadas, o percentual ficou em 34,5%.
Goiás aparece na quinta posição entre os estados com maior consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes. O ranking é liderado por Mato Grosso do Sul (48,2%), seguido por Paraná (44,9%), Distrito Federal (43,7%) e Mato Grosso (41,4%).
O levantamento reforça o alerta sobre o avanço do consumo de vapes e pods no Centro-Oeste, região que concentra os maiores índices do país. Entre 2019 e 2024, a porcentagem de adolescentes que afirmaram já ter experimentado cigarros eletrônicos na região quase dobrou, passando de 23,7% para 42%.
A PeNSE também aponta que 23,2% dos adolescentes goianos disseram já ter fumado cigarros tradicionais antes dos 18 anos. O percentual é maior em escolas públicas (24,3%) do que privadas (16,3%). 13,8% dos estudantes afirmaram ter fumado antes dos 13 anos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o crescimento do consumo entre adolescentes está relacionado ao forte investimento da indústria do tabaco em estratégias de marketing voltadas ao público jovem, apesar de a venda e comercialização desses dispositivos serem proibidas no Brasil.