Segurança

Policiais são afastados das ruas após ocorrência

Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra o momento dos disparos da PM contra dois suspeitos

diario da manha

Os policiais militares que foram afastados após a Polícia Militar realizar um inquérito, são suspeitos de executar dois jovens dentro de um carro. O caso aconteceu na Zona Sul de São Paulo, um vídeo mostra o momento da ocorrência em que dois militares atiram contra os suspeitos dentro do carro.

A Secretaria de Segurança Pública, não informou quantos polícias estavam na ocorrência. Ainda de acordo com a secretaria, as investigações seguem pela Corregedoria da PM e pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A corporação declarou “A Polícia Militar não compactua com desvios de comportamento e se mantém diligente em relação às denúncias ou indícios de transgressões ou crimes cometidos por seus agentes”.

Segundo o Boletim de Ocorrência, um dos jovens de 19 anos, tinha 23 perfurações de bala pelo corpo. Ele aparece como estudante no registro policial. O outro, um jovem de 23 anos, apresentava 27 lesões causadas por tiros. A profissão dele não é informada.

MACHISMO NO AUTOMOBILISMO

Conforme o BO, houve “roubo, lesão corporal na direção de veículo automotor e homicídio decorrente de intervenção policial”. O registro no Departamento de Homicídios revela que “não se verifica aparente ilegalidade na conduta dos policiais militares, que provocaram a morte dos suspeitos”.

O BO ainda informa que junto com os suspeitos foram apreendidos: máquina de cartões bancários e cartões de banco, R$ 1.000,15 em dinheiro, relógio e uma aliança. Além de duas armas, uma calibre 32 e outra calibre 38.

Para Ariel de Castro Alves, advogado e especialista em direitos humanos e segurança pública pela PUC-SP, também é membro do Grupo Tortura Nunca Mais, “E os PMs, de acordo com as imagens, em nenhum momento aparecem em posição de proteção diante de qualquer tipo de disparo ou agressão. Eles se posicionam como se os jovens estivessem desarmados e já rendidos. O posicionamento deles é claramente de ataque e execução”.

O advogado completa “Quem é suspeito de cometimento de crime deve ser detido e não executado”.

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