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OPINIÃO PÚBLICA

Que 2024 seja um divisor de águas

O servir e o amar ensinados por Jesus Cristo, está muito fora de moda

Carlos Roberto Neri Matos Carlos Roberto Neri Matos

Que neste ano de 2024 que iniciamos as pessoas possam ser mais verdadeiras, mais tolerantes e menos dissimuladas e melindradas, para falar o menos, onde nada que não seja política ou eticamente corretos pode ser dito. Mesmo que nem sejam direcionadas a elas, tomam as dores. Que mundo é esse!? Nas antigas eu podia tranquilamente chamar um amigo de "negão", hoje se fizer isso estou arriscado a responder processo e posso até ir preso. Na minha infância tinha o apelido de coelho, devido aos meus dentinhos protuberantes da frente e "sobrancelha diabólica" devido às mesmas serem bem densas e cerradas, hoje tais apelidos são encarados como bullying ou mesmo ofensas. Tem que haver retratação às vezes até públicas. Que coisa!!!!

O que os pais e avós estão fazendo com seus filhos e netos, embarcando nesta histeria da super proteção ou do mimo extremado. Hoje um garoto é tão super protegido ao ponto que eventuais divergências com outro garoto, são resolvidas pelos pais, não dando a mínima chance delas serem resolvidas por eles. Aí os filhos e netos crescem enclausurados no mundo virtual das redes sociais, não sabem lidar com as dificuldades da vida e, não mais que de repente, chegam ao ponto extremo do suicídio. Aí ninguém sabe porque isso aconteceu!!!! Ele tinha “tudo”, boas escolas, cursos de apoios, celulares e notebooks sempre de última geração, viajava todos os anos para o exterior ou para o litoral, nunca dissemos não para ele ou ela, ou seja, paparicados ao extremo. Será que era esse tipo de “tudo” que o jovem necessitava!?

Enfim, nós mesmos cavamos nossas próprias covas. Essa sociedade pluralista, multi-gêneros, ultra-defensora de direitos, de cotas etc etc. Será mesmo esse o modelo ideal? No futebol quando um time se torna defensivo demais aí é que ele é atacado. As coisas devem ser mais naturais que impostas. E isso serve para tudo na vida.

Bem, mas enfim, o que eu queria e quero dizer é que o ano de 2024 seja uma verdadeira luz de sabedoria, sanidade, entendimento e renovação para todos nós.

Nós não somos o centro do mundo, a terra não é o centro do universo, porque alguns de nós se acham o centro do universo, só pensando em si e só achando que a sua verdade é a que vale. Está aí o maior mal da humanidade. O egocentrismo exacerbado. O outro grande mal é a insatisfação/ingratidão, nada serve para aquela pessoa. Não importa o quão os outros estejam vivendo um inferno de doença, na miséria, no abandono total, para o insatisfeito, uma dor perfeitamente suportável, uma pequena indefinição na vida, uma viagem não feita, ele se considera o último homem ou mulher na terra, um(a) injustiçado(a).

O servir e o amar ensinados por Jesus Cristo, está muito fora de moda. Tem gente que passa o ano todo fazendo “M” e no final do ano vira um anjo de candura, distribuindo cestas básicas, beijos e abraços etc etc.

É deste servir que estamos falando? Lógico que não.

Eu estou certo com essas minhas considerações e palavras? Lógico que também não. Não é necessário acreditar no que eu digo, no que um amigo lhe diz, no que um inimigo pode lhe fazer pensar, mas acredite nas leis do universo, nas causas e consequências, pois cada um tem a sua visão de mundo. É aquela história do "chorão" que vive reclamando: “porque meu copo está quase vazio? Já já ficarei com sede porque a água vai acabar” e o outro mais otimista que diz: “que bom que ainda tenho água suficiente, pois o copo está quase cheio.”

Por essa e por outras temos de pensar sobre os porquês da vida. Tentemos nos melhorar que tudo em volta tenderá também a melhorar. Tudo tem uma razão de ser, por conta de um Ser Maior e não cabe a nós julgar, sim a Ele.

Que 2024 seja “espetaculoso”.

Carlos Roberto Neri Matos - Consultor Master da ADERA Consultoria, Professor de Direito Administrativo, Direito Tributário e Aduaneiro e Administração Pública, Membro da Academia Goiana Maçônica de Letras, Ex Superintendente do Ministério da Fazenda e Servidor Aposentado da Receita Federal.

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