Jefferson: ataques a Carmén Lúcia e Moraes em audiência de custódia
Redação DM
Publicado em 26 de outubro de 2022 às 15:13 | Atualizado há 4 anos
O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) voltou a atacar a ministra
Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira, 24, durante
sua audiência de custódia. A prisão dele foi mantida. A prisão foi motivada
inicialmente por ofensas à ministra. Em um vídeo publicado nas redes sociais,
Roberto Jefferson chamou Cármen Lúcia de “prostituta” e “arrombada”.
Questionado
sobre a declaração, ele disse na audiência: “Quero pedir desculpas às
prostitutas pela má comparação, porque o papel dela foi muito pior, porque ela
fez muito pior, com objetivos ideológicos, políticos. As outras fazem por
necessidade”.
O ex-deputado também
disse que o ministro Alexandre de Moraes, que determinou sua prisão, tem um
“problema pessoal” com ele. Jefferson afirmou que a relação com o ministro “não
é uma coisa de juiz jurisdicionado, virou de homem para homem”. “Ele [Moraes]
diz que eu faço parte de uma milícia digital, mas eu acho que ele faz parte de
uma milícia judicial no STF, por isso nós temos problemas”, afirmou. “O
ministro Alexandre montou uma delegacia de polícia e uma Gestapo no seu
gabinete.”
Roberto Jefferson resistiu quando a
Polícia Federal (PF) chegou em sua casa, em Comendador Levy Gasparian, no Rio
de Janeiro, para cumprir o mandado de prisão. Ele disparou contra os policiais
e jogou três granadas. Dois agentes foram feridos por estilhaços, o que levou a
PF pedir o indiciamento do ex-deputado por tentativa de homicídio.
No depoimento, Jefferson disse que deixou
um pedido de desculpas por escrito à Polícia Federal. “Encontrei a moça que se
machucou no cotovelo e na testa e ela estava zangada”, relatou na audiência.