MPT: Gustavo Gayer não pode pedir votos em empresas
Redação DM
Publicado em 17 de outubro de 2022 às 15:20 | Atualizado há 4 anos
O Ministério Público do Trabalho em Goiás instaurou inquérito civil para apurar reuniões políticas em empresas feitas pelo deputado federal eleito e empresário Gustavo Gayer (PL), em campanha pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
A procuradora Janilda Guimarães de Lima também expediu recomendação a Gayer, a duas empresas e à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio) para que deixem de promover atividades com objetivo de pedir votos.
Os alvos do inquérito foram chamados para audiência conciliatória na próxima terça-feira (18), às 14h30. Imagens dos encontros foram divulgadas pelo próprio Gayer nas redes sociais e enviadas como denúncias ao MPT na noite de quinta-feira (13).
Diante do crescimento de relatos de assédio eleitoral no País, a Coordenadoria Nacional da Coordenadoria de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (CoordIgualdade) do MPT emitiu Nota Técnica, no dia 7 de outubro, estabelecendo que empresas “abstenham-se de ameaçar, constranger ou orientar empregados a manifestar apoio, votar ou não votar em candidatos” e de “realizar manifestações políticas no ambiente de trabalho”.