Política

Combate à pandemia marca debate entre Lula e Bolsonaro

Redação DM

Publicado em 17 de outubro de 2022 às 14:44 | Atualizado há 4 anos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) se enfrentam na noite deste domingo, 16, no primeiro debate do segundo turno da eleição 2022 para o Palácio do Planalto. O encontro ocorreu sob forte tensão entre os dois candidatos e as equipes de campanha em meio à “guerra suja” com a troca de ataques pessoais em detrimento do debate de propostas, como mostrou o Estadão.

No primeiro bloco do debate, Lula expôs a gestão de Bolsonaro na pandemia; já o presidente focou no Nordeste, tentando relacionar o petista com criminosos.

O debate foi promovido pela Band TV em parceria com pool de veículos de comunicação formado pela TV Cultura, UOL, Folha de S. Paulo e demais veículos do Grupo Bandeirantes.

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusaram um ao outro de terem supostas amizades com criminosos.

Em nova pergunta, Bolsonaro alegou que existiria um elo entre o PT e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O chefe do Executivo criticou o candidato a vice de Lula, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), por não autorizar transferência de Marco Willians Herbas Camacho, também conhecido como Marcola, chefe da maior facção criminosa do País, a um presídio federal.

Lula rebateu colando Bolsonaro à milícia. “Quem tem relação com miliciano não sou eu, ele sabe quem tem”, disse. O petista argumentou que construiu presídios de segurança máxima em seu governo. “Se o Alckmin não quis transferir, é porque ele tinha razão”, disse.

A presença de Lula no Complexo do Alemão durante campanha fez o presidente acusar o petista de ter “amizade com bandido”. “Não tinha nenhum policial ao seu lado, só traficante”, disse. Bolsonaro também alegou que Lula teve mais votos em presídios e que Marcola seria eleitor do ex-presidente. No começo de outubro, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, mandou a campanha de Bolsonaro derrubar conteúdos que faziam essa associação por não encontrar “declaração de voto de Marcola no candidato Luiz Inácio Lula da Silva”.

“Eu sou o único candidato presidente da república que tem coragem de entrar em uma favela sem colete de segurança “, disse Lula. “Cuidado porque o Bolsonaro é amigo dos milicianos”.

O presidente Jair Bolsonaro mencionou, em menos de cinco minutos do debate entre os candidatos, duas vezes o Nordeste. É na região que o candidato do PL precisa crescer seu desempenho nas urnas, no próximo dia 30, se pretende derrotar o candidato do PT no segundo turno. De acordo com a última pesquisa Datafolha, Lula tem 68% na região; Bolsonaro conta com 27%.

A estratégia de Lula, neste primeiro bloco, foi expor a má gestão do presidente durante a fase inicial da pandemia de covid-19, em 2020. Lula lembrou que o País tem 3% da população mundial e registrou, até o momento, 11% das mortes. Como resposta, Bolsonaro afirmou que foram aliados do ex-presidente que mataram “irmãos nordestinos” de covid por conta de “roubalheira” no Consórcio do Nordeste. O consórcio reúne os estados de Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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