Lula cresce nas redes sociais no combate à ‘guerrilha’ digital
Redação DM
Publicado em 13 de outubro de 2022 às 14:48 | Atualizado há 4 anosEm
meio a ataques de aliados de Luiz Inácio Lula
da Silva (PT)
ao presidente Jair Bolsonaro (PL) com
vídeos antigos sobre maçonaria e canibalismo, o petista teve mais engajamento
em suas páginas com acenos ao segmento religioso. O ex-presidente ganha impulso
sem se envolver diretamente nas pautas polêmicas.
Especialistas afirmaram
que a estratégia, apesar de não levar à migração de votos no segundo turno,
pode ter impacto na quantidade de nulos, brancos e abstenções – ou seja, é uma
tentativa de tirar voto de Bolsonaro.
O
petista ampliou em 68% o número de interações (curtidas, comentários e
compartilhamentos, atribuindo pesos diferentes) no Facebook e no Instagram nos
oito primeiros dias de campanha no segundo turno, em relação ao mesmo período
pré-votação. Houve uma queda no Twitter, mas a quantidade é menos expressiva do
que o ganho nas outras duas plataformas.
A taxa
de engajamento da página oficial de Lula no Instagram passou de 4% para 7,3%.
O número é calculado pela Torabit, empresa parceira do monitor, com base em
todas as interações divididas pela quantidade total de seguidores da conta. No
Facebook, a métrica subiu de 4,8% para 5,8%; e, no Twitter, reduziu de 4% para
3,3%.