Política

Na TV, governadoriáveis goianos agradecem eleitores

Redação DM

Publicado em 30 de setembro de 2022 às 13:44 | Atualizado há 4 anos


Terminou nesta quinta-feira (29) o prazo para a realização de comícios, debates no rádio e na televisão e da propaganda eleitoral gratuita. O TSE, no entanto, informa que, no caso de comícios de encerramento de campanha, eles poderão ser prorrogado por mais duas horas.

Quinta-feira foi também a data limite para que os tribunais regionais eleitorais divulguem, na internet, os pontos de transmissão de dados. Esses locais devem ser distintos daqueles de funcionamento da junta eleitoral.

 Começa o prazo que permite ao juízo eleitoral ou ao presidente da mesa receptora, expedir salvo-conduto em favor de eleitora ou eleitor que venha a sofrer violência moral ou física na sua liberdade de votar.

Nesta sexta-feira será o último dia para divulgação paga, na imprensa escrita, de anúncios de propaganda eleitoral. Será também o último dia para a publicação do edital de convocação de representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil e de fiscais e delegados dos partidos políticos, das federações de partidos e das coligações, “para acompanhar a emissão da Zerésima [comprovante de que não há nenhum voto na urna] do Sistema de Gerenciamento da Totalização”.

Os últimos programas eleitorais dos candidatos ao governo de Goiás foram ao ar na televisão nesta quarta-feira (28) com trilhas leves, tom emocional e discursos focados no agradecimento, mas reforçando as estratégias de cada um dos postulantes durante a campanha, sobretudo Ronaldo Caiado (UB), Gustavo Mendanha (Patriota) e Major Vitor Hugo (PL).

Ronaldo Caiado

O atual governador teve dois programas diferentes: um no horário do almoço e outro à noite. No primeiro, começou dizendo que, se pudesse resumir a trajetória até o momento, diria “gratidão”. Com uma trilha que evoca emoção, Caiado falou sobre os programas sociais implantados no estado no último ano, sobre saúde, segurança pública e crescimento econômico, sempre acompanhado de depoimentos e imagens de obras feitas por sua gestão. O foco da propaganda foi no “orgulho de ser goiano.”

À noite, o programa foi semelhante, mas com tom ainda mais emocional, como adiantou a coluna Giro, e imagens gravadas no Entorno do Distrito Federal e no Nordeste goiano. Na peça, Caiado agradece a população e projeta o futuro, caso seja reeleito, nos moldes do que fez no último programa no rádio, em que pediu voto várias vezes sob o argumento de que precisa de mais quatro anos para “desenvolver mais o estado”, repetindo a palavra “mais” diversas vezes, sempre seguida de alguma área, como saúde, infraestrutura e dignidade.

Gustavo Mendanha

Gustavo Mendanha também levou para a TV dois programas diferentes. No primeiro, falou das propostas que apresentou ao longo da campanha, especialmente saúde, geração de emprego, segurança, infraestrutura e programas sociais, sempre reforçando o que fez quando foi prefeito de Aparecida de Goiânia. O candidato também apelou aos indecisos.

A estratégia do QG de Mendanha é buscar levar a disputa para o segundo turno, algo improvável, de acordo com o último levantamento do Instituto Serpes, que mostra Caiado com 62% dos votos válidos.

No programa da noite, o último do primeiro turno, a campanha do ex-prefeito de Aparecida levou ao ar uma homenagem aos ex-governadores Iris Rezende e Maguito Vilela, nomes históricos do MDB goiano, partido ao qual ele pertenceu até setembro de 2021. Como mostrou o Giro, a ideia foi demonstrar “reverência” às duas pessoas nas quais Mendanha se inspirou na administração pública. A peça do candidato também teve tom de gratidão aos eleitores.

Major Vitor Hugo

Já Major Vitor Hugo usou sua última peça na televisão para reforçar o vínculo que tem com o presidente Jair Bolsonaro, também filiado ao PL, e que apadrinha a candidatura do atual deputado federal ao Executivo goiano. No programa, o candidato usa imagens das manifestações político-eleitorais feitas em Goiânia durante o feriado de 7 de setembro, assim como de eventos de rua e de uma “tratociata” realizada no interior do estado.

Bolsonaro, inclusive, aparece na peça pedindo votos para Vitor Hugo, cuja estratégia ao longo de toda a campanha sempre foi colar sua imagem à do atual presidente, estratégia seguida também por Wolmir Amado, mas com o ex-presidente Lula, ambos do PT.

Lula apareceu no programa de Wolmir pedindo voto para ele, assim como o candidato a vice-presidente na chapa petista, Geraldo Alckmin (PSB), o ex-deputado federal Jean Wyllys e o ex-governador de Goiás José Eliton (PSB). Na peça, o ex-reitor da PUC-GO apelou aos indecisos com o discurso de que “cansou” de ver os mesmos nomes na política do estado. O candidato petista ainda falou de fome, moradia e educação, e disse que quer ser o primeiro professor governador.

Cíntia Dias

Com menos tempo de exposição no horário eleitoral gratuito, Cíntia Dias (PSOL) e Edigar Diniz (Novo) focaram em suas respectivas estratégias de campanha. A primeira fez um discurso de mudança voltado principalmente aos eleitores jovens, mulheres e trabalhadores, com foco para a “dignidade para viver em Goiás”. Edigar apresentou imagens dele conversando com eleitores e também fez discurso de mudança.



Candidatos ao Senado focam nos eleitores indecisos na reta final

Líder das pesquisas para a única vaga no Senado neste ano, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) levou à televisão um último programa também em tom de agradecimento à população.  O candidato reforçou, em rápida fala sobre as “várias conquistas” que teve com os eleitores, um ponto central de sua campanha: sua experiência política, sendo governador quatro vezes e senador por quatro anos. Finalizou evocando a figura de Deus e pediu votos.

Delegado Waldir (UB), por sua vez, focou o último programa no discurso anticorrupção no qual baseou boa parte da sua campanha, tendo como estratégia desgastar o ex-governador. Em tom mais emocional, colocou depoimentos de pessoas em seu favor sob o argumento de que “esta eleição é um marco para Goiás.”

O pedido de votos do candidato do União Brasiç foi focado nos indecisos. Segundo o último levantamento do Instituto Serpes, 15,9% dos eleitores diziam não saber em quem votar para senador, levando em consideração a pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor. Na espontânea, o percentual de indecisos alcançava 46%.

Também apelou para quem ainda não definiu o voto, Alexandre Baldy (PP), com um discurso cristão e argumentando que luta “por melhores dias.”

Postulante que também pertence à base governista no estado, Vilmar Rocha (PSD) usou a última peça para dizer que é ficha limpa e que o “eleitor tem razão” quando reclama da corrupção na política.

Candidato da oposição, João Campos (Republicanos) reforçou o discurso conservador que adotou ao longo de toda a campanha, com foco na pauta de costumes, enquanto intercalava imagens do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governadoriável Gustavo Mendanha (Patriota).

Bolsonaro foi figura central no programa de outro candidato: Wilder Morais, que é do mesmo partido do presidente, enquanto o ex-presidente Lula apareceu pedindo votos para Denise Carvalho (PCdoB), seguindo as mesmas estratégias de Major Vitor Hugo (PL) e Wolmir Amado (PT) na disputa pelo governo.

Já Manu Jacob (PSOL) usou o último dia do horário eleitoral para reforçar a pauta identitária e buscar os votos das minorias, enquanto Leonardo Rizzo (Novo) apenas reforçou uma proposta voltada às mulheres.


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