Política

Servidores da ABC declaram apoio à reeleição de Caiado

Redação DM

Publicado em 17 de setembro de 2022 às 19:41 | Atualizado há 2 anos


Cerca de 400 servidores efetivos das áreas administrativa e finalística da Agência Brasil Central (ABC), além de seus familiares, declararam apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado na última quarta-feira (14/6), durante evento ocorrido na sede do diretório estadual do União Brasil, em Goiânia.



Reginaldo Junior Presidente da ABC junto com o governador Ronaldo Caiado

A adesão foi organizada por um grupo de colaboradores da autarquia em conjunto com o presidente da ABC, Reginaldo Junior. Com isso, a campanha de Caiado ganha um importante reforço de formadores de opinião, com potencial de influência muito além de seus familiares e círculos íntimos.

Jornalista e atual assessora de imprensa da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), Eva Taucci destacou a importância do encontro e da união dos colegas em torno de um projeto. “Fomos desvalorizados, escanteados por muito tempo e hoje vemos uma esperança de que nosso pleito, enfim, será atendido”, frisou Eva.

Organizador de um novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR) para assistentes e analistas de comunicação, o também jornalista Rodrigo Leles comemora o resultado da reunião e destaca ainda os avanços da atual gestão da ABC, com a ampliação expressiva da grade de programação da TV e das rádios, modernização dos estúdios, aquisição de novos equipamentos e ainda a valorização e resgate dos servidores, dando-lhes dignidade de trabalho.

“Manifestamos nosso apoio por entendermos que o projeto é vitorioso e positivo ao estado e vem de encontro ao nosso anseio de sermos valorizados, sobretudo com a melhoria do ponto de vista financeiro, que motivaria sobremaneira nossos colegas”, sublinha, lembrando ainda que há profissionais da ABC lotados em vários órgãos do estado, responsáveis pela narrativa de comunicação governamental.

Leles assevera ainda que Caiado demonstrou respeito pela categoria ao se dispor a ouvi-los “Acreditamos que o governador entende nossa demanda e estamos buscando apenas a igualdade com as demais carreiras, que trabalham com a mesma jornada que a nossa, mas acabam recebendo mais”, disse.

Respeito

Abrindo a rodada de discursos, Reginaldo Junior fez questão de enumerar os avanços à frente da Agência Brasil Central ao longo de 25 meses e de colocar-se à disposição dos servidores em prol de seus pleitos legítimos, como a reformulação dos Planos de Cargos e Remunerações (PCRs).

“Por muito tempo vi de perto o descaso de gestões com a ABC e, sobretudo, o descaso com o funcionalismo, a máquina que move as engrenagens desse órgão. Ter atuado para destravar esse encontro pedido por vocês junto ao governador Ronaldo Caiado muito me honra, assim como também fico honrado com o apoio que vocês”, avalia Junior, classificando a reunião como uma iniciativa histórica e uma demonstração de unidade e sabedoria da categoria.

Junior anunciou ainda ao governador e ao público presente uma intenção sua à frente da ABC. “Nós criaremos, governador, o Museu da Imprensa no espaço da antiga Gráfica de Goiás, contando a história do estado com a voz e os equipamentos destes profissionais. Será mais uma devolução de um espaço subutilizados que faremos aos goianos”, pontuou Reginaldo Junior.

Contente com a presença expressiva de servidores da ABC e com a demonstração espontânea de apoio ao seu projeto de reeleição, Ronaldo Caiado afiançou que todos os pleitos que chegam ao governo são analisados com critério, mas que sua gestão tem compromisso em corrigir quaisquer distorções praticadas no passado e a valorização do servidor público é uma marca permanente da administração por ele capitaneada.

“Conseguimos, com muito esforço, devolver Goiás aos goianos e esse gesto [dos servidores efetivos] me sensibiliza enormemente e me emociona, pois são servidores de estado. Vamos buscar as condições necessárias para viabilizar quaisquer pleitos, claro, dentro da legalidade e das condições do estado”, observou Caiado.

Toque de caixa

O concurso público para provimento de vagas à então Agência Goiana de Comunicação (Agecom), sucessora do extinto Consórcio de Empresas de Radiodifusão e Notícias do Estado (Cerne), foi realizado às pressas, no apagar das luzes da gestão do ex-governador Alcides Rodrigues, por determinação do Ministério Público.

Entre os “legados” deste concurso está o desalinhamento dos PCR’s dos servidores administrativos e finalísticos, com desvantagens àqueles que atuam como analistas e assistentes de comunicação.

Um grupo destes, aliás, apenas conseguiram progressões salariais a cada dois anos, por exemplo, ao ingressarem com uma ação coletiva junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). Essa situação jamais foi contornada em 8 anos de governos tucanos.

Contando com o apoio de Ronaldo Caiado e com a liderança do presidente Reginaldo Junior, a expectativa é que os dois planos de cargos e salários sejam revistos até o próximo ano, quando inicia-se um novo mandato governamental.

Entre os passos necessários estão o aval das Secretarias da Economia, Casa Civil e de Administração, além da aprovação pelos deputados estaduais em duas votações, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), e ainda da sanção do governador.

Veículos de comunicação quase foram privatizados na gestão anterior

Em um tempo já distante, a postura do Palácio das Esmeraldas quanto aos veículos de comunicação do estado – TV Brasil Central, Rádios Brasil Central AM e FM e Diário Oficial era de total descaso com a coisa pública.

Isso ficou muito nítido a ponto de o prédio, equipamentos e serviços serem sucateados ao extremo, humilhando o colaborador da ABC, que também sofreu com um “decretão” em 2015 – durante a gestão do senhor Humberto Tannus – expulsando mais de 100 deles da agência e colocando-os à disposição da então Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) – hoje Secretaria de Administração (Sead), sem nenhum tipo de consentimento ou esclarecimento.

Em um ato de desespero, os servidores iniciaram um movimento denunciando uma possível extinção da Agência Brasil Central seguida da privatização das concessões da TV e rádios, que passariam para as mãos de grupos privados. Essa possibilidade chegou a ser discutida pelos muitos – e breves – gestores que passaram pela presidência do órgão.

Uma camiseta foi confeccionada pelos servidores da RBC FM e Rádio Brasil Central em 2016 para expressar o amor deles pelas ondas emitidas em frequência modulada e amplitude modulada e para posicionar-se contra o sucateamento ao qual estavam submetidos até então.

“Em outros tempos tivemos que nos unir para lutar pela continuidade das rádios. Hoje temos orgulho de estarmos na Agência Brasil Central, onde profissionais qualificados se empenham diariamente para levar a informação aos goianos por áudio, vídeo e texto. O encontro com o governador é o reconhecimento do trabalho que exercemos e da nossa união.”, finaliza Francielly Oliveira, responsável pela gestão do jornalismo na ABC.


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