Bolsonaro: “Eleição é luta do bem contra o mal”
Redação DM
Publicado em 17 de agosto de 2022 às 13:01 | Atualizado há 4 anos
No
primeiro dia oficial da corrida pelo Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, voltou a chamar a
eleição de “luta do bem contra o mal” nesta terça-feira, 16. Durante encontro
com lideranças religiosas em Juiz de Fora (MG), onde levou uma facada em 2018,
o chefe do Executivo também criticou o que chamou de “fechamento de igrejas” na
pandemia de covid-19, que exigia isolamento social para evitar o contágio.
“Agradeço a
Deus pela minha segunda vida e entendo a missão de ser o chefe do Executivo
desta Nação. Fácil não é. Se fosse, não teria dado para um de nós. O Brasil
estava à beira do colapso, com problemas éticos, morais e econômicos e
marchava, sim, a passos largos para o socialismo”, declarou Bolsonaro,
acompanhado da primeira-dama Michelle e do ex-ministro Walter Braga Netto (PL),
candidato a vice na chapa da reeleição.
O presidente
ainda fez um discurso no local onde sofreu o atentado a faca em 2018, na rua
Halfeld, região central de Juiz de Fora. “Estamos dando a largada [da campanha]
onde tentaram nos parar em 2018″, afirmou o presidente, em referência à facada.
O presidente também disse que o País, até há pouco tempo, era “roubado” pela
“esquerdalha”, referindo-se aos governos do PT.
Ao
falar sobre a eleição, Bolsonaro disse que há uma “batalha enorme” pela frente.
“Nós sabemos da luta do bem contra o mal. Nós aqui sempre pregamos e defendemos
a liberdade absoluta. Se uma pessoa se sentir ofendida, que vá à Justiça, mas
não podemos criar leis, como a de fake news”, afirmou o presidente, em
referência a um projeto no Congresso que prevê punições para a divulgação de
informações falsas. Em outros eventos este ano, o presidente já havia chamada a
eleição de luta “luta do bem contra o mal”.
Bolsonaro
também disse que igrejas foram fechadas durante a pandemia de covid-19. Aliados
do chefe do Executivo têm espalhado nas redes sociais fake news, dizendo que o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fecharia estabelecimentos
religiosos se eleito para comandar o País. “Vocês sentiram um pouquinho de
ditadura aqui durante a pandemia. Igrejas, por exemplo, sendo fechadas, pessoas
sendo proibidas de trabalhar, alguns mandando prender até quem estava na
praia”, disse Bolsonaro.