Política

Jair e Michelle Bolsonaro: apostas nos programas sociais e no segmento evangélico

Redação DM

Publicado em 16 de agosto de 2022 às 13:50 | Atualizado há 4 anos

A campanha
do ex-presidente Lula (PT) definiu a data dos primeiros comícios com participação
do petista e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB). Os primeiros atos
acontecerão em São Paulo e em Belo Horizonte a partir desta terça-feira (16),
quando já será permitido pedir votos e divulgar os números a serem usados nas
urnas. A informação é do jornal Correio Braziliense.

“Temos a orientação para que a nossa militância comece no dia 16 forte nas redes e nas urnas. Lula é o nosso candidato, mas a campanha tem que ser apesar dele. Queremos que seja uma campanha assumida pelo povo”, disse a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann.

A
reunião da coordenação de campanha ocorreu em um hotel na zona sul da
capital paulista. O grupo é formado por representantes dos nove partidos
coligados: PT, PSB, PCdoB, PV, PSol, Rede, Cidadania, Avante e Agir.

No
dia 16, quando a campanha eleitoral começa oficialmente, de acordo com a
legislação, a ideia dos partidos é realizar um ato ainda em São Paulo. O
evento deve ser realizado em porta de fábrica, já que Lula iniciou sua
vida política como sindicalista, representando os metalúrgicos. Outra opção é
realizar uma caminhada na Avenina Paulista, a principal da cidade. A decisão
deve ser acertada ainda nesta semana.

No dia 18, já está marcado um ato em Belo Horizonte, Minas Gerais, com a presença do candidato ao governo mineiro Alexandre Kalil (PSD) e com o deputado federal André Janones (Avante-MG), que deixou a disputa presidencial e declarou apoio a Lula. Em 20 de agosto, a campanha volta para São Paulo para um novo ato. O destino seguinte será o Rio de Janeiro, ainda sem data definida.

“As
pessoas têm, em cada estado, uma forma de fazer manifestação. Mas estamos
orientando que a campanha seja colocada na rua”, afirmou Gleisi. “Tem
gente que vai fazer caminhada, tem gente que vai fazer pequenos atos”.

Mobilização

 A
campanha vai orientar os diretórios regionais e militância dos nove partidos da
coligação a realizarem atos de engajamento. O foco não será só em comícios, mas
em distribuição de material de campanha, como bottons, bandeiras e adesivaço
nos carros.

Lula e Alckmin devem fazer um ato em porta de fábrica na Região Metropolitana de São Paulo —junto às centrais sindicais. Além de ligar Lula às raízes —ele ganhou projeção nacional como sindicalista no ABC—, a ideia será falar sobre o aumento do desemprego, diminuição do poder de compra do brasileiro nos últimos anos e crítica ao “uso eleitoral” do Auxílio Brasil de R$ 600, proposto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) —pautas de que a campanha já tem tratado.

Segundo
a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, os detalhes serão acertados ainda nesta
semana. Outra opção, além da porta de fábrica, é fazer uma caminhada pela
capital paulista. “A gente quer avaliar qual é a melhor atividade”,
disse a deputada.

O
objetivo é não ter um ato único, voltado apenas a Lula, mas sim diversos
regionais para que não só a imagem do ex-presidente seja destacada, mas também
a de candidaturas locais. O PT quer mostrar que a campanha nacional não precisa
da presença do candidato principal para ser tocada.

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