Política

Lula diz que não há terceira via no país nas eleições deste ano

Redação DM

Publicado em 10 de agosto de 2022 às 13:29 | Atualizado há 4 anos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante discurso na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira, 9, que, caso eleito, irá governador “sem surpresas” e falou sobre temas que geram controvérsia entre o empresariado – como posições a respeito de teto de gastos e reforma trabalhista. O petista pediu diálogo com o agronegócio, defendeu que haja reforma administrativa e tributária e criticou a busca por uma terceira via na eleição deste ano.

Depois de duas horas e de responder a algumas perguntas de representantes da Fiesp, Lula afirmou que não disputará reeleição se for eleito, fez piadas e buscou construir pontes com empresários que estavam no encontro. O petista também fez referências e elogios ao vice, Geraldo Alckmin (PSB), e também a José Alencar, que foi vice-presidente nos dois mandatos do petista e é pai do atual presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva.

Sobre reforma tributária, o ex-presidente prometeu encampar o assunto no início de um eventual governo e afirmou que é preciso aumentar a taxação sobre patrimônio. “Alguém vai ter que pagar a conta e o mais rico vai ter que pagar a conta”, afirmou. “Se a gente conseguir desonerar cada vez mais a produção e aumentar a possibilidade de onerar o patrimônio da pessoa, a gente pode estar fazendo justiça tanto com o consumidor quanto com produtor”, disse.

“Estou
convencido de que logo depois da posse temos que colocar esse assunto para
discutir”, disse Lula, que prometeu tratar o tema de forma imediata se eleito.
O ex-presidente afirmou que é preciso tornar o projeto público antes de levar à
votação no Congresso.

Lula
repetiu uma parte do discurso que tem feito reservadamente em reuniões com
empresários, o de que irá governar, se eleito, com “credibilidade, estabilidade
e previsibilidade”. Ele defendeu que o País “volte à normalidade” e disse que
“não haverá política de surpresa”. Disse ainda que “ninguém quer desmontar o
que está dando certo”.

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