PT busca resolver impasses em Goiás e outros seis estados
Redação DM
Publicado em 27 de julho de 2022 às 13:37 | Atualizado há 4 anos
A executiva
nacional do PT, presidida por Gleisei Hoffmann tem um reunião marcada, nesta
quarta-feira (27), para resolver impasses em palanques de sete estados, segundo
o jornal Valor Econômico. São eles: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato
Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas e Tocantins, além de Goiás.
O PT goiano oficializou a pré-candidatura a governador do ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) Wolmir Amado, mas, nos bastidores, a informação é a de que pode haver aliança com o PSDB do ex-governador Marconi Perillo, um adversário histórico de Lula.
“Em Goiás, o PT havia lançado a candidatura do
ex-reitor da Universidade Católica do Estado [sic] Wolmir Amado, no entanto, o
partido pode lançar mão da disputa e apoiar o ex-governador Marconi Perillo. A
vaga que o PT ocuparia na chapa majoritária ainda não havia sido definida”, diz
um trecho da reportagem do Valor.
Marconi, aliás, terá uma conversa, um dia antes,
com o presidente nacional do seu partido, Bruno Araújo, para tratar das
alianças tucanas no estado. Ele também busca atrair eventuais dissidentes da
base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), como Lissauer Vieira (PSD) e
Luiz do Carmo (PSC).
Independentemente de uma composição com o PSDB em Goiás, o PT precisa resolver divergências com os outros partidos da federação, PCdoB e PV, que pleiteiam a mesma vaga de senador. Há, ainda, uma indefinição quanto à presença do PSB na chapa.
Marconi e Wolmir
Marconi Perillo
(PSDB) afirmou, durante entrevista ao jornalista Jackson Abrão, do jornal O
Popular, que “conversa de vez em quando” com o governadoriável do PT, Wolmir
Amado, mas negou que tenha feito convite para ele ser seu vice e mencionou que
há resistências tanto de tucanos quanto de petistas.
“Professor Wolmir
Amado foi reitor da PUC Goiás durante mais de 20 anos. Aliás, foi um excelente
gestor. Durante todo o tempo em que eu fui governador e ele reitor, tivemos
sempre uma relação muito cordial. Ele é uma pessoa boa, competente e séria. Ele
já me visitou no escritório. Eu já o visitei. A gente conversa de vez em
quando. Nossos filhos são amigos. Mas não há nada de concreto. São meras
especulações”, disse.
Apesar de agora
ser oficialmente pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas e ter dito que “não há
mais clima” para disputar o Senado, o ex-governador do PSDB, ao longo da
entrevista, deixou a questão em aberto por mais de uma vez.
Marconi declarou
que, “por enquanto”, essa é a hipótese mais provável. Revelou que, “se for
candidato a governador”, pretende realizar um novo concurso para as polícias. E
pontuou que, na convenção do PSDB, marcada para o dia 5 de agosto, “vamos
confirmar ou não a candidatura”.