Usuários de aplicativo compartilham pesquisa falsa em Goiás que beneficia Marconi Perillo
Redação DM
Publicado em 9 de julho de 2022 às 17:59 | Atualizado há 4 anos
Militantes políticos de aplicativos distribuíam na tarde de sábado, 9, em grupos de WhatsApp, resultados de pesquisa eleitoral falsa, que beneficia o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
A pesquisa é falsa desde o instituto que a assina, o Ibope, que não existe mais para sondagens políticas.
Os resultados também destoam do apurado por pesquisas recentes e, por fim, a pesquisa não está inscrita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Um dos compartilhadores, mesmo repreendido, insistiu em defender os números. O usuário flagrado não se identifica com foto nem com nome. A conta é comercial.
De acordo com a legislação eleitoral, o candidato que divulgar notícias e informações falsas pode ser penalizado com multa de propaganda irregular e sofrer processo por abuso de poder, o que levará a inelegibilidade e perda do mandato.
Segundo a Justiça Eleitoral, através da Resolução Nº 23.610/2019, artigo 9º, quem se utiliza de conteúdos veiculados, inclusive por terceiros, “pressupõe que o candidato, o partido ou a coligação tenha verificado a presença de elementos que permitam concluir, com razoável segurança, pela fidedignidade da informação”.
Segundo a Resolução TSE 23.549/2017, a divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações sujeita os responsáveis à multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00 (Lei nº 9.504/1997, arts. 33, § 3º, e 105, § 2º).
Já a divulgação de pesquisa fraudulenta (falsa) constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00.
Em 2018, três pessoas foram presas suspeitas de distribuir pesquisa eleitoral falsa em Davinópolis, em Goiás.
O TSE tem sistema próprio para denunciar fake news que pode ser acessado aqui.