Porque Caiado tem investido tanto em tecnologia
Redação DM
Publicado em 24 de maio de 2022 às 14:22 | Atualizado há 4 anos
Quem observar o noticiário de gestão do governador Ronaldo Caiado nos últimos anos vai notar a inclusão de um vocabulário tecnológico que alfabetizou digitalmente Goiás.
Antes, o estado era analógico, ironiza o governador.
Ou seja, existia pouca aproximação com as exigências de mercado, como a operacionalidade de aplicativos, a arquitetura de software e o uso de princípios modernos de informática.
Nos meses anteriores, as políticas públicas passaram a citar Inteligência Artificial, linguagem de programação, linguagem orientada a objetos, arduínos, C++, Java, algoritmo, 5G, chromebook, robótica, Internet das Coisas, Campus Party, notebook, sucata tecnológica, metaverso, 3D, 5D, impressão de coisas, interface, bits, motor de jogo (engine), design de games e uma série de expressões que renovaram a nomenclatura goiana.
Para Caiado, a gestão “se digitalizou”. O governador, que esteve na virada das décadas de 1970 e 1980 envolvido com seu mestrado em medicina na França e aulas de ortopedia no Brasil, sabe a importância do olhar científico e da tecnologia para o desenvolvimento.
Após pesquisar em um dos países mais desenvolvidos do mundo, o gestor voltou para o Brasil com a missão de democratizar o acesso aos computadores, equipamentos e linguagens. O resultado tem sido a Primeira Revolução Tecnológica de Goiás – estado cuja economia praticamente ignorou a tecnologia até anos atrás.
O termo robótica, por exemplo, não fazia parte do dicionário do governo, apesar dele existir há décadas. Era impensável estudar o tema em um labotarório público.
Recentemente, o Governo de Goiás, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (Sedi), abriu inscrições para 1.950 vagas dos cursos gratuitos na área de robótica.
O governo tem hoje 26 laboratórios de tecnologia Include distribuídos em Goiás. Até hoje Goiás é praticamente um nada no mercado de games – mais lucrativo do que cinema e música juntos. Mas pode sair daqui o próximo soulslike ou casual game da indústria
Neste ano ocorrerá a 4ª edição da Campus Party entre os dias 15 e 19 de junho. “Nós fomos o único governo que conseguiu trazer a maior feira tecnológica do mundo para Goiás. A Campus Party traz o que há de mais moderno em tecnologias, que estão sendo apresentadas e desenvolvidas por jovens do Brasil todo e de Goiás”, diz Caiado.
Para o gestor, eventos como o Campus Party e as ações de ensino de tecnologia preparam Goiás para o capitalismo do século 21, que busca trabalhadores conectados com a modernização. Sem investimento na área, o Estado permanecerá sem capacidade de se desenvolver e atravessar os séculos.
O governador defende o agronegócio com tecnologia justamente para que Goiás siga líder nos segmentos de grãos, pecuária e também em mineração. Mas, além da tecnologia do agronegócio, o governador tem batido na tecla para sua equipe: a economia criativa e de entretenimento precisa fazer uso das conquistas tecnológicas.
O e-Sport está aí para evidenciar a urgência. Mas outros não faltam. O caso mais pragmático é como uma franquia japonesa voltada para games,
cards e animações – o famoso Pokemon, um desenho com pouco mais de trinta traços na caneta – rende cerca de 95 bilhões de dólares. Toda a exportação de carne brasileira chega a pouco menos de 10 bilhões de dólares.
A conta é apenas exemplificativa, já que são dois segmentos diferentes e que não apresentam pontos de convergência econômica, mas serve para mostrar que desde que foi criado, para Gameboy, em 1996, o Pokemon é uma criação da tecnologia, cuja jogabilidade foi implantada em um game na mesma linguagem hoje ensinada nas aulas de programação em Goiás, que sustenta um país!
Deste nicho, portanto, pode sair a próxima grande vocação econômica de Goiás, que, sem abrir mão do agronegócio, seria um farol de tecnologias, aplicativos e softwares – os produtos mais disputados no mundo hiperconectado.
Caiado espera que 76 mil pessoas participem da Campus Party deste ano, além de ver centenas de barracas de campuseiros espalhadas na sede do evento.