Política

No Patriota, Mendanha anuncia apoio de PTC, DC e PMN

Redação DM

Publicado em 4 de abril de 2022 às 14:06 | Atualizado há 4 anos

O pré-candidato ao governo de Goiás, Gustavo Mendanha, anunciou, sábado (2) o apoio de DC, PMN e PTC(Agir), durante ato de filiação Patriota, realizado em uma casa de festas em Aparecida de Goiânia. Participaram do evento os presidentes do Patriota, Jorcelino Braga, do PRC, Fernando Meirelles, do DC Alexandre Magalhães e do PMN Paulo Daher.

Em discurso, Jorcelino Braga disse ter “orgulho” da filiação de Mendanha e o chamou de “prefeito humano” e de “próximo governador”. Também relatou que o Patriota recebeu mais de mil filiações até este sábado. Os presidentes de PTC e DC, Meirelles e Magalhães, não discursaram. Paulo Daher, do PMN disse em discurso que “eleições não se consolidam nas vésperas”, em referência à pequena quantidade de partidos aliados até o momento.

Mendanha fez um discurso longo e citou a dificuldade em firmar um número maior de alianças até agora. “Usaram de estratégias antigas e conhecidas para me desestimular a ser candidato a governador”, afirmou, e reconheceu que “vai começar com poucos partidos.” “Me cercaram para que eu não fosse para um partido que tivesse um tempo de televisão maior. Coagiram alguns líderes partidários. Mas são nesses momentos difíceis que nascem pessoas com determinação”, argumentou em sua fala.

Em seu perfil no Twitter, Mendanha compartilhou que a filiação dá início a uma “caminhada para colocar o governo de Goiás a serviço de quem vive aqui, produz, empreende e também dos mais necessitados”, declarando que o projeto só está começando.

Mendanha teve tentativas frustradas de se filiar a partidos maiores, como PSD, PL, PP e Republicanos. No PL, chegou a ter apoio da direção estadual, mas o candidato escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro foi o deputado Vitor Hugo. Sobre os outros dois houve investidas de interlocutores governistas.

Em outro momento, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia disse: “Chega dessa política de ameaça”. Sem citar nomes, mas em clara referência ao governador Ronaldo Caiado (UB), voltou a repetir acusações de que sofreu ameaças de perseguição, e chorou ao citar as ausências de seu pai, Léo Mendanha, e também do ex-governador Maguito Vilela, falecidos em 2021.

Questionado se uma aliança com apenas quatro partidos atrapalha o início da pré-campanha, Mendanha negou. “Pelo contrário. Começar com esses partidos já é um começo extraordinário. Quem achou que eu não teria coragem de ser candidato por conta disso, se enganou feio.” Segundo ele, vai “lutar muito para fazer alianças, que obviamente são importantes por conta do tempo de televisão.” “Mas a grande aliança que vamos fazer é com o povo de Goiás.”

Mendanha conversa também com o PROS e com o Progressistas O presidente progressista, ex-ministro Alexandre Baldy, é pré-candidato ao Senado e ainda não fechou acordo com nenhum lado, apesar de ter indicações no governo estadual.

Também estiveram presentes no evento o ex-governador e deputado federal Alcides Rodrigues, o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo, ambos do Patriota, além de prefeitos, como o de Aparecida, Vilmar Mariano (Patriota), e Iaciara, Mano (PL), e vereadores de Goiânia e Aparecida.

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