Política

Bolsonaro: “contagem de votos” nas eleições de 2022

Redação DM

Publicado em 31 de março de 2022 às 14:23 | Atualizado há 4 anos

Na véspera dos 58 anos do golpe militar de 1964, que mergulhou o Brasil em 21 anos de ditadura, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a fazer discursos tom radicalizado. Durante pronunciamento na inauguração da estação de VLT Cajupiranga, em Parnamirim, Rio Grande do Norte, Bolsonaro prometeu contagem de votos nas eleições, proposta já rejeitada pelo Congresso, e disse que os militares brasileiros darão a vida pela liberdade.
“Povo armado jamais será escravizado. Pode ter certeza, por ocasião das eleições, que os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”, declarou o presidente, em uma referência indireta aos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fchin e Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (TSE), que articularam a rejeição da proposta do voto impresso junto aos parlamentares.
À tarde, em cerimônia de lançamento do 5G no agronegócio em Baixa Grande do Ribeiro, Piauí, Bolsonaro disse que a contagem é “a alma do voto”. “A alma da democracia é o voto e a contagem dele faz parte dessa alma”.
Insistindo na tese de que há uma corrosão nas liberdades individuais no Brasil, Bolsonaro também voltou a citar sua suposta boa relação com militares, um dia antes do “aniversário” do golpe. “Talvez o que eu vá falar nesse exato momento seja aquilo de mais importante para o futuro da nossa pátria. Creiam vocês que pouquíssimas pessoas podem muito em Brasília, mas nenhuma delas pode tudo, porque acima delas está a vontade de vocês. Nós, que lá atrás, militares das Forças Armadas e auxiliares, juramos dar nossa vida pela pátria, daremos nossa vida pela nossa liberdade”, disse o chefe do Executivo no Rio Grande do Norte.

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