Política

Associação afirma que Brasil teve quase 3 casos de violência contra jornalistas por semana em 2021

Redação DM

Publicado em 22 de março de 2022 às 15:47 | Atualizado há 4 anos


A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) divulgou nesta terça-feira, 22, no relatório anual “Violações à Liberdade de Expressão”, que o Brasil registrou 145 casos de violência não letal contra jornalistas em 2021.

O número de violência não letal cresceu 21,69% em relação a 2020 contra os profissionais que atuam na imprensa e em veículos de comunicação. Contudo, o número total de casos sofreu queda, sendo 145 em 2021 e 150 no ano anterior.

Com relação aos atentados contra jornalistas, a Abert consta que o número dobrou de um ano para o outro, pulando de 4 para 8, em 50% dos casos foram utilizadas armas de fogo.

Posição do Brasil no ranking da violência contra jornalistas

O Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa da organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF) define o nível de liberdade em cinco cores: branca (muito boa), amarela (boa), laranja (problemática), vermelha (difícil) e preta (muito grave).

Para a não surpresa de muitos, o Brasil entrou na Zona Vermelha pela primeira vez em 20 anos, ficando na 111ª posição. Os países mais seguros para estes profissionais são: Noruega, Finlândia, Suécia e Dinamarca.

“No Brasil, infelizmente, tivemos um dado vergonhoso. Pela primeira vez em 20 anos, o país entrou na zona vermelha do ranking mundial de liberdade de imprensa. Foi o quarto ano consecutivo de queda e, desta vez, o Brasil perdeu 4 posições no rol, passando da colocação de 107 para 111. Desde 2002, quando o ranking começou a ser publicado, esta é a pior posição do Brasil. A classificação mostra que, nesses países, o trabalho do jornalista é considerado mais difícil. O cenário brasileiro é mais uma vez bastante preocupante”, afirmou Flávio Lara Resende, presidente da Abert.

Já os ataques virtuais se acentuaram, sendo 4 mil ataques a jornalistas diariamente, 167 por hora e 3 por minuto. O estudo leva em consideração os ataques como “palavras de baixo calão, expressões depreciativas e pejorativas contra a imprensa profissional”.

Leia também


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia