Mourão nega aval a Lula e diz que retorno do PT ‘trará retrocessos’
Redação DM
Publicado em 14 de março de 2022 às 12:27 | Atualizado há 4 anos
Por Davi Medeiros
O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) foi às redes sociais neste domingo, 13, para reiterar oposição à pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. O general vinha recebendo críticas de apoiadores do governo Bolsonaro desde a semana passada por ter afirmado, no último dia 9, que as Forças Armadas não rejeitariam uma vitória do ex-presidente.
Segundo ele, quem pensa que, ao fazer essa declaração, ele estaria “abrindo a porta dos quartéis para Lula e o PT” desconhece a sua história e o papel das Forças Armadas. “Continuo firme, afirmando que o governo do PT foi catastrófico para o Brasil e que o retorno ao poder trará retrocessos”, completou.
Em entrevista ao portal Metrópoles na quarta-feira passada, Mourão afirmou que a atuação do Exército tem se mantido dentro de seus limites e deveres constitucionais, e que isso não mudaria com uma eventual vitória do petista nas urnas. “As Forças Armadas não se meteram em nenhum processo eleitoral. Fomos aí, ao longo de 12 anos, 13 anos, governados pela esquerda, pelo PT, sem problema nenhum”, disse ele.
No campo bolsonarista, a afirmação foi interpretada como sinalização de apoio à esquerda. As “suspeitas” nessa direção ganharam força graças ao afastamento entre o general e o presidente Jair Bolsonaro (PL) – na mesma entrevista, Mourão disse que sua relação com o chefe do Executivo é “protocolar” e que já sabe que não estará na chapa do mandatário este ano. Recém-filiado ao Republicanos, o vice-presidente pretende disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul.
Leia também:
- Brasil nega vistos a emissários de Trump em suposta missão sobre urnas eletrônicas
- Brasil vence Itália no tie-break e vai à final em busca de título inédito na VNL
- Ginasta inglês cai de cabeça durante apresentação na barra fixa e assusta público em Glasgow
- Duas pessoas são presas por homicídio de mulher encontrada carbonizada em Anápolis
- Adolescente de 17 anos é agredida fisicamente por intolerância religiosa em escola de Goiás