Começa o troca-troca de partidos em Goiás
Redação DM
Publicado em 7 de março de 2022 às 13:21 | Atualizado há 4 anos
Deputados federais vão mudar de partido
Célio Silveira (PSDB)
Flávia Morais (PDT)
Francisco Jr (PSD)
Francisco Jr (PSD)
Glaustin da Fokus (PSC)
José Schreiner (União Brasil)
José Nelto (Podemos)
Lucas Vergílio (SD)
Vitor Hugo (União Brasil)
Deputados estaduais mudarão de partido
Allyson Lima (SD)
Bruno Peixoto (MDB)
Cairo Salim (Pros)
Charles Bento (PRTB)
Cláudio Meirelles (PTC)
Eduardo Prado (DC)
Humberto Teófilo (União Brasil)
Francisco Oliveira (PSDB)
Lissauer Vieira (PSB)
Lucas Calil (PSD)
Major Araújo (União Brasil)
Paulo Cezar Martins (MDB)
Paulo Trabalho (União Brasil)
Rafael Gouveira (PP)
Rubens Marques (Pros)
Talles Barreto (PSDB)
Thiago Albernaz (SD)
Virmondes Cruvinel (Cidadania)
Wagner Neto (Pros)
Wilde Cambão (PSD)
“Janela” para deputados trocarem de partido vigora
Começa quinta-feira (3/03) e vai até 1º de abril o prazo para deputados federais e estaduais mudarem de partido sem correr o risco de perder o mandato. Mesmo antes da chamada janela partidária, 39 deputados já deixaram a legenda pela qual foram eleitos em 2018.
Por enquanto, o número é bem menor em comparação com a legislatura passada, quando 117 deputados mudaram de sigla no mesmo intervalo de tempo (entre 1º de fevereiro de 2015 e 24 de fevereiro de 2018).
Até o momento, o partido mais beneficiado com as trocas partidárias foi o PL, que ganhou 11 deputados e perdeu apenas 3. Em seguida, o Republicanos recebeu 4 deputados e perdeu 1.
O cenário eleitoral está entre os principais motivos para a troca de partido. É o que explicou o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL/AM), ao anunciar neste mês sua filiação ao PSD: “O meu estado é diferenciado, tem um quociente de 230 mil votos para nove candidatos, o que não é nada fácil de ser atingido. Assim, qualquer decisão tem a ver com o projeto político, mas tem a ver também com a possibilidade eleitoral.”
A fusão ou incorporação de partidos é outra motivação para mudança de legenda, especialmente fora do período da janela partidária. Em 2019, quando a cláusula de barreira passou a vigorar, houve a incorporação do Partido Republicano Progressista (PRP) ao Patriota; e do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Três deputados do PRP optaram por seguir para outras legendas: PSL, PL e PSD.
No ano passado, o TSE aprovou o pedido de incorporação do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) ao Podemos (Pode). No entanto, seis deputados do PHS foram para outras legendas: três para o PL, dois para o PP e um para o DEM.
A expectativa é que as trocas durante a janela partidária alterem a composição das bancadas na Câmara dos Deputados. O partido União Brasil, resultante da fusão do PSL com o DEM, conta atualmente com a maior bancada, de 81 integrantes. Antes da fusão, o PSL tinha a maior bancada, com 55 deputados. O segundo lugar permanece com o PT, com 53 deputados.
Nas eleições de 2018, 30 partidos elegeram representantes para a Câmara dos Deputados. Com a fusão recente e outras incorporações e trocas de legenda, o número de siglas caiu para 23.
Deputados federais vão mudar de partido
Célio Silveira (PSDB)
Flávia Morais (PDT)
Francisco Jr (PSD)
Francisco Jr (PSD)
Glaustin da Fokus (PSC)
José Schreiner (União Brasil)
José Nelto (Podemos)
Lucas Vergílio (SD)
Vitor Hugo (União Brasil)
Deputados estaduais mudarão de partido
Allyson Lima (SD)
Bruno Peixoto (MDB)
Cairo Salim (Pros)
Charles Bento (PRTB)
Cláudio Meirelles (PTC)
Eduardo Prado (DC)
Humberto Teófilo (União Brasil)
Francisco Oliveira (PSDB)
Lissauer Vieira (PSB)
Lucas Calil (PSD)
Major Araújo (União Brasil)
Paulo Cezar Martins (MDB)
Paulo Trabalho (União Brasil)
Rafael Gouveira (PP)
Rubens Marques (Pros)
Talles Barreto (PSDB)
Thiago Albernaz (SD)
Virmondes Cruvinel (Cidadania)
Wagner Neto (Pros)
Wilde Cambão (PSD)
Um senador da República, oito de deputados federais e 20 deputados estaduais admite mudar de partido até 1º de abril para buscar novo mandato, agora que não vigora mais a coligação entre legendas. Os parlamentares buscam partidos que tenham viabilidade eleitoral com a formação de chapas proporcionais competitivas às eleições de 2 de outubro deste ano.
A metade dos deputados federais e estaduais goianos está preocupada com o fato de, se permanecerem em seus atuais partidos, não conseguirem o quociente eleitoral para a reeleição este ano. Uma vaga de deputado federal demanda 185 mil votos e para deputado estadual 80 mil votos. São 17 cadeiras à Câmara Federal e 41 para a Assembleia Legislativa.
A tendência é que o União Brasil, partido do governador Ronaldo Caiado e resultado da fusão entre DEM e PSL, se mantenha com as maiores bancadas tanto na Assembleia Legislativa como no grupo goiano da Câmara dos Deputados, mesmo com a perda já anunciada de quatro parlamentares – 3 estaduais e 1 federal.
É que, além de ser o partido do governador, candidato à reeleição, o União Brasil terá o maior fundo eleitoral do País, o que o torna atrativo para os parlamentares. Por outro lado, a presença de muitos deputados afasta mandatários com menos votos, que vão buscar outros partidos menores da base governista.
Na Assembleia, o PSDB, atualmente segunda maior bancada, deve perder lugar no ranking com a saída de dois parlamentares que já atuam na base do governador (veja quadro). O MDB, que terá a vice na chapa de Caiado, com Daniel Vilela, passará à segunda posição, embora com tendência de apenas manter a quantidade atual de deputados (4).
O Pros, que tem hoje o mesmo tamanho do MDB na Casa, vai perder parlamentares, mas por vontade própria. A direção da sigla estabeleceu que não colocará mandatários na disputa, em estratégia para garantir o lançamento de chapa. Dos 4 parlamentares, pelo menos 3 sairão. A legenda espera, com isso, atrair um maior número de pré-candidatos que não têm mandato.
Entre os nanicos, o partido com maior potencial de crescimento é o PRTB, que estabeleceu um filtro de 15 mil votos para seu quadro de pré-candidatos. Atualmente com dois parlamentares, a sigla já comunicou ao deputado Charles Bento que ele precisará buscar outra sigla. O deputado Júlio Pina, que teve menor votação, deve permanecer.
Charles Bento está entre os parlamentares que se dizem vítimas da nova regra da legislação eleitoral. “Eu sempre fui do PRTB, desde o mandato de vereador. Não queria sair, mas, com este novo formato, os partidos terão de rifar os seus parlamentares a cada quatro anos para lançar chapas”, reclama.
Na corrida por chapas, parte dos deputados organiza grupos. Charles e outros três – Thiago Albernaz (SD), Lucas Calil (PSD) e Amilton Filho (SD), – têm encontro marcado com o comando do PP na próxima semana. Depois falarão com PSD e MDB.
Todos os parlamentares dizem ter convites de três a quatro siglas. O PL, que não tem hoje nenhum deputado na Casa, é um dos que conversam com vários parlamentares. Patriota e Republicanos, que atualmente contam com apenas um nome cada, podem ampliar seus quadros neste processo.
As apostas de dirigentes partidários e dos próprios parlamentares são de que as definições ficarão para a reta final, no fim de março. Isso porque um mandatário espera a definição de outros para avaliar a competitividade das chapas. Dos 20 integrantes da Alego que cogitam trocar de legendas, 7 planejam disputar mandatos de deputado federal ou Senado.
Câmara Federal
Na bancada goiana na Câmara dos Deputados, apenas União Brasil e PP têm mais de um representante: o primeiro com 4 parlamentares e o segundo com 2. Outros 11 partidos têm um deputado, cada. É mais difícil fechar um quadro de quem perde e ganha, dizem dirigentes partidários.
A legenda do governador perderá Vitor Hugo – pré-candidato a governador e aliado do presidente Jair Bolsonaro, que deve se filiar ao PL -, mas tenta compensar em conversas com outros quatro nomes.
Até há poucas semanas, era tido como certa a mudança apenas de Vitor Hugo e Célio Silveira, que discute a filiação ao MDB ou União Brasil. No entanto, o cenário da composição das chapas assusta outros parlamentares, que já começaram a cogitar trocas. Oito podem pular de barco.
Na bancada federal, a atuação do MDB, que hoje não tem nenhum parlamentar, é mais intensa. O comando estadual tem conversado com pelo menos quatro deputados.
Senado
Dos três senadores, apenas Luiz do Carmo está em fim de mandato e pretende concorrer à reeleição. Ele deixou o MDB e busca novo partido, provavelmente o PSC. Jorge Kajuru (Podemos) e Vanderlan Cardoso (PSD) não serão candidatos às eleições deste ano.
Luiz do Carmo alega que a sua saída do MDB ocorre em razão de que o partido já indicou Daniel Vilela como candidato a vice-governador na chapa do governador Ronaldo Caiado e, em razão disso, não haveria espaço para ocupação de vaga de senador na aliança com o União Brasil.
“Janela” para deputados trocarem de partido vigora
Começa quinta-feira (3/03) e vai até 1º de abril o prazo para deputados federais e estaduais mudarem de partido sem correr o risco de perder o mandato. Mesmo antes da chamada janela partidária, 39 deputados já deixaram a legenda pela qual foram eleitos em 2018.
Por enquanto, o número é bem menor em comparação com a legislatura passada, quando 117 deputados mudaram de sigla no mesmo intervalo de tempo (entre 1º de fevereiro de 2015 e 24 de fevereiro de 2018).
Até o momento, o partido mais beneficiado com as trocas partidárias foi o PL, que ganhou 11 deputados e perdeu apenas 3. Em seguida, o Republicanos recebeu 4 deputados e perdeu 1.
O cenário eleitoral está entre os principais motivos para a troca de partido. É o que explicou o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL/AM), ao anunciar neste mês sua filiação ao PSD: “O meu estado é diferenciado, tem um quociente de 230 mil votos para nove candidatos, o que não é nada fácil de ser atingido. Assim, qualquer decisão tem a ver com o projeto político, mas tem a ver também com a possibilidade eleitoral.”
A fusão ou incorporação de partidos é outra motivação para mudança de legenda, especialmente fora do período da janela partidária. Em 2019, quando a cláusula de barreira passou a vigorar, houve a incorporação do Partido Republicano Progressista (PRP) ao Patriota; e do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Três deputados do PRP optaram por seguir para outras legendas: PSL, PL e PSD.
No ano passado, o TSE aprovou o pedido de incorporação do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) ao Podemos (Pode). No entanto, seis deputados do PHS foram para outras legendas: três para o PL, dois para o PP e um para o DEM.
A expectativa é que as trocas durante a janela partidária alterem a composição das bancadas na Câmara dos Deputados. O partido União Brasil, resultante da fusão do PSL com o DEM, conta atualmente com a maior bancada, de 81 integrantes. Antes da fusão, o PSL tinha a maior bancada, com 55 deputados. O segundo lugar permanece com o PT, com 53 deputados.
Nas eleições de 2018, 30 partidos elegeram representantes para a Câmara dos Deputados. Com a fusão recente e outras incorporações e trocas de legenda, o número de siglas caiu para 23.
Deputados federais vão mudar de partido
Célio Silveira (PSDB)
Flávia Morais (PDT)
Francisco Jr (PSD)
Francisco Jr (PSD)
Glaustin da Fokus (PSC)
José Schreiner (União Brasil)
José Nelto (Podemos)
Lucas Vergílio (SD)
Vitor Hugo (União Brasil)
Deputados estaduais mudarão de partido
Allyson Lima (SD)
Bruno Peixoto (MDB)
Cairo Salim (Pros)
Charles Bento (PRTB)
Cláudio Meirelles (PTC)
Eduardo Prado (DC)
Humberto Teófilo (União Brasil)
Francisco Oliveira (PSDB)
Lissauer Vieira (PSB)
Lucas Calil (PSD)
Major Araújo (União Brasil)
Paulo Cezar Martins (MDB)
Paulo Trabalho (União Brasil)
Rafael Gouveira (PP)
Rubens Marques (Pros)
Talles Barreto (PSDB)
Thiago Albernaz (SD)
Virmondes Cruvinel (Cidadania)
Wagner Neto (Pros)
Wilde Cambão (PSD)