Política

ONU aprova resolução contra invasão da Ucrânia

Redação DM

Publicado em 3 de março de 2022 às 14:56 | Atualizado há 2 anos


O presidente dos EUA anunciou a mobilização de tropas, aviões de combates e navios militares para proteger os países da Otan

“Ao longo da nossa história aprendemos esta lição: quando os ditadores não pagam um preço pela agressão, causam mais caos. Seguem em frente. E os custos e as ameaças para a América e o mundo continuam a aumentar”, disse Biden.

“Vladimir Putin quis fazer estremecer os alicerces do mundo livre, pensando que os podia fazer vergarem-se aos seus métodos ameaçadores, mas comete grande erro nos seus cálculos. Pensou que podia entrar na Ucrânia e que o mundo nada faria. Em vez disso, enfrentou uma parede de força que nunca antecipou ou imaginou”, acrescentou.

Washington vai continuar a apoiar o povo ucraniano, mas as forças norte-americanas “não entraram e não vão entrar em conflito com as forças russas na Ucrânia”, destacou o presidente.



Multidão protesta em Barcelona contra guerra

Uma multidão de espanhóis se reuniu nesta quarta-feira, 2, na Plaza Catalunya, em Barcelona, para protestar contra a invasão da Ucrânia pela Rússia. Os manifestantes carregavam faixas e cartazes pedindo a interrupção imediata do conflito armado, a retirada das tropas russas, além de muitas críticas a Vladimir Putin. Também havia mensagens de solidariedade aos ucranianos, que formam uma comunidade forte em algumas cidades e bairros da Espanha.

A manifestação começou por volta das 18h30 no horário local (12h30 no Brasil) e se estendia por volta das 20h (16h) reunindo uma quantidade relevante de pessoas.

As fontes da Plaza Catalunya foram iluminadas com as cores azul e amarela, da Ucrânia. A praça é o principal reduto de manifestações na cidade de Barcelona, desde protestos de cunho político até comemorações da torcida do Barça.

A manifestação desta quarta-feira foi apoiada por um grupo de aproximadamente 200 entidades civis, entre sindicatos, partidos, organizações de direitos humanos e pacifistas.

O membro da Liga Internacional Socialista, Ruben Tzanoff, 55, criticou a invasão da Ucrânia, que gerou uma onda de refugiados para os países vizinhos e classificou a ação de Putin como “imperialismo”. Também reclamou da Otan e do avanço da aliança militar ocidental sob comando dos Estados Unidos. “Somos contra todos os tipos de imperialismo”, frisou Tzanoff.

Havia também outras pessoas sem ligação a grupos políticos. A estudante de economia Giorgina Lopes, 22, e seus amigos seguravam um cartaz onde estava escrito Stop the War. “A guerra é brutal. Sou contra. É por isso que estou aqui”, sintetizou.

O movimento desta quarta-feira não atrapalhou o comércio local, que seguia com as portas abertas e muitas visitas de turistas. Não houve intervenção da polícia contra os manifestantes, e o clima geral da cidade é tranquilo. (Com agências Brasil e Estado).



Biden diz que Putin é ditador

Joe Biden, reiterou que o país não vai enviar tropas para a Ucrânia, em resposta à invasão russa, mas voltou a garantir a defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Biden chamou Vladimir Putin de “ditador” e garantiu que o Departamento de Justiça está criando uma equipe de trabalho para investigar os crimes dos magnatas russos.

No tradicional pronunciamento anual dos presidentes dos EUA perante as duas câmaras do Congresso, em Washington, na noite passada, Biden anunciou a mobilização de tropas, aviões de combate e navios militares para proteger os países da Otan, incluindo Polônia, Romênia, Letônia, Lituânia e Estônia.

“No caso de Putin decidir continuar a mover-se para oeste”, frisou Biden, “os Estados Unidos e os aliados vão defender cada centímetro de território dos países da organização”.

O líder norte-americano chamou o presidente russo de “ditador” e garantiu que o Ocidente não vai ceder perante “ataque premeditado e sem provocação à Ucrânia”, mesmo diante de risco de impacto econômico.



O presidente dos EUA anunciou a mobilização de tropas, aviões de combates e navios militares para proteger os países da Otan

“Ao longo da nossa história aprendemos esta lição: quando os ditadores não pagam um preço pela agressão, causam mais caos. Seguem em frente. E os custos e as ameaças para a América e o mundo continuam a aumentar”, disse Biden.

“Vladimir Putin quis fazer estremecer os alicerces do mundo livre, pensando que os podia fazer vergarem-se aos seus métodos ameaçadores, mas comete grande erro nos seus cálculos. Pensou que podia entrar na Ucrânia e que o mundo nada faria. Em vez disso, enfrentou uma parede de força que nunca antecipou ou imaginou”, acrescentou.

Washington vai continuar a apoiar o povo ucraniano, mas as forças norte-americanas “não entraram e não vão entrar em conflito com as forças russas na Ucrânia”, destacou o presidente.



Multidão protesta em Barcelona contra guerra

Uma multidão de espanhóis se reuniu nesta quarta-feira, 2, na Plaza Catalunya, em Barcelona, para protestar contra a invasão da Ucrânia pela Rússia. Os manifestantes carregavam faixas e cartazes pedindo a interrupção imediata do conflito armado, a retirada das tropas russas, além de muitas críticas a Vladimir Putin. Também havia mensagens de solidariedade aos ucranianos, que formam uma comunidade forte em algumas cidades e bairros da Espanha.

A manifestação começou por volta das 18h30 no horário local (12h30 no Brasil) e se estendia por volta das 20h (16h) reunindo uma quantidade relevante de pessoas.

As fontes da Plaza Catalunya foram iluminadas com as cores azul e amarela, da Ucrânia. A praça é o principal reduto de manifestações na cidade de Barcelona, desde protestos de cunho político até comemorações da torcida do Barça.

A manifestação desta quarta-feira foi apoiada por um grupo de aproximadamente 200 entidades civis, entre sindicatos, partidos, organizações de direitos humanos e pacifistas.

O membro da Liga Internacional Socialista, Ruben Tzanoff, 55, criticou a invasão da Ucrânia, que gerou uma onda de refugiados para os países vizinhos e classificou a ação de Putin como “imperialismo”. Também reclamou da Otan e do avanço da aliança militar ocidental sob comando dos Estados Unidos. “Somos contra todos os tipos de imperialismo”, frisou Tzanoff.

Havia também outras pessoas sem ligação a grupos políticos. A estudante de economia Giorgina Lopes, 22, e seus amigos seguravam um cartaz onde estava escrito Stop the War. “A guerra é brutal. Sou contra. É por isso que estou aqui”, sintetizou.

O movimento desta quarta-feira não atrapalhou o comércio local, que seguia com as portas abertas e muitas visitas de turistas. Não houve intervenção da polícia contra os manifestantes, e o clima geral da cidade é tranquilo. (Com agências Brasil e Estado).



Em sessão extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Ucrânia ontem (2), 141 países votaram a favor da resolução que condena a invasão russa, cinco nações votaram contra e 35 se abstiveram. A resolução, que não tem poder legal, pede que a Rússia retire suas tropas. Apesar de não ser uma medida concreta, a decisão tem um poder político muito grande e evidencia o isolamento russo. O Brasil votou a favor. A China se absteve.

Antônio Guterres, secretário-geral da ONU, disse, pouco após a aprovação da resolução, que a decisão repete uma verdade central, “que o mundo quer o fim do sofrimento na Ucrânia”. Ele falou, ainda, sobre como os países têm se unido para colaborar com a Ucrânia.

Valentin Rybakov, embaixador de Belarus na ONU, disse que a distribuição descontrolada de armas já levou ao aumento da violência e de roubos na Ucrânia. Ele, que é aliado do presidente russo Vladimir Putin, afirmou que pessoas inocentes estão sendo mortas no país. “Por que vocês estão silenciosos a esse respeito?”, questionou Rybakov, defendendo que os ucranianos estão matando civis estrangeiros.

Rybakov pediu, ainda, que a Ucrânia abra um corredor humanitário para que pessoas possam sair do país pela fronteira com Belarus. Segundo ele, a fronteira belorussa está aberta. Ele disse, também, que lamenta as mortes e que só as negociações podem resolver o conflito.

Civis atacados
A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfied, afirmou que a guerra foi decisão de um único homem, Putin. E disse que a Rússia está atacando civis e que, enquanto o Conselho de Segurança discutia a paz [na semana passada], Putin começava a guerra. “A Rússia bombardeou orfanatos, hospitais, jardins de infância, espalhou fome”. Linda agradeceu aos países que estão recebendo refugiados da Ucrânia.

O embaixador da Ucrânia na ONU, Sergei Kislitsia, afirmou que o povo ucraniano “luta enquanto é bombardeado”. Ele agradeceu a união e o apoio aos refugiados ucranianos e disse que as tropas russas estão cometendo crimes contra a humanidade, “crimes tão bárbaros que é difícil compreender. Ucranianos estão sendo mortos por mísseis e outros tipos de armas. Nós não provocamos essa escalada de tensão. Crimes internacionais continuam sendo cometidos na Ucrânia. Isso é um erro. A maldade nunca vai parar, vai avançar e avançar. Precisamos evitar que os russos vão adiante”.

Os países que votaram contra a resolução da ONU foram a Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia.



Biden diz que Putin é ditador

Joe Biden, reiterou que o país não vai enviar tropas para a Ucrânia, em resposta à invasão russa, mas voltou a garantir a defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Biden chamou Vladimir Putin de “ditador” e garantiu que o Departamento de Justiça está criando uma equipe de trabalho para investigar os crimes dos magnatas russos.

No tradicional pronunciamento anual dos presidentes dos EUA perante as duas câmaras do Congresso, em Washington, na noite passada, Biden anunciou a mobilização de tropas, aviões de combate e navios militares para proteger os países da Otan, incluindo Polônia, Romênia, Letônia, Lituânia e Estônia.

“No caso de Putin decidir continuar a mover-se para oeste”, frisou Biden, “os Estados Unidos e os aliados vão defender cada centímetro de território dos países da organização”.

O líder norte-americano chamou o presidente russo de “ditador” e garantiu que o Ocidente não vai ceder perante “ataque premeditado e sem provocação à Ucrânia”, mesmo diante de risco de impacto econômico.



O presidente dos EUA anunciou a mobilização de tropas, aviões de combates e navios militares para proteger os países da Otan

“Ao longo da nossa história aprendemos esta lição: quando os ditadores não pagam um preço pela agressão, causam mais caos. Seguem em frente. E os custos e as ameaças para a América e o mundo continuam a aumentar”, disse Biden.

“Vladimir Putin quis fazer estremecer os alicerces do mundo livre, pensando que os podia fazer vergarem-se aos seus métodos ameaçadores, mas comete grande erro nos seus cálculos. Pensou que podia entrar na Ucrânia e que o mundo nada faria. Em vez disso, enfrentou uma parede de força que nunca antecipou ou imaginou”, acrescentou.

Washington vai continuar a apoiar o povo ucraniano, mas as forças norte-americanas “não entraram e não vão entrar em conflito com as forças russas na Ucrânia”, destacou o presidente.



Multidão protesta em Barcelona contra guerra

Uma multidão de espanhóis se reuniu nesta quarta-feira, 2, na Plaza Catalunya, em Barcelona, para protestar contra a invasão da Ucrânia pela Rússia. Os manifestantes carregavam faixas e cartazes pedindo a interrupção imediata do conflito armado, a retirada das tropas russas, além de muitas críticas a Vladimir Putin. Também havia mensagens de solidariedade aos ucranianos, que formam uma comunidade forte em algumas cidades e bairros da Espanha.

A manifestação começou por volta das 18h30 no horário local (12h30 no Brasil) e se estendia por volta das 20h (16h) reunindo uma quantidade relevante de pessoas.

As fontes da Plaza Catalunya foram iluminadas com as cores azul e amarela, da Ucrânia. A praça é o principal reduto de manifestações na cidade de Barcelona, desde protestos de cunho político até comemorações da torcida do Barça.

A manifestação desta quarta-feira foi apoiada por um grupo de aproximadamente 200 entidades civis, entre sindicatos, partidos, organizações de direitos humanos e pacifistas.

O membro da Liga Internacional Socialista, Ruben Tzanoff, 55, criticou a invasão da Ucrânia, que gerou uma onda de refugiados para os países vizinhos e classificou a ação de Putin como “imperialismo”. Também reclamou da Otan e do avanço da aliança militar ocidental sob comando dos Estados Unidos. “Somos contra todos os tipos de imperialismo”, frisou Tzanoff.

Havia também outras pessoas sem ligação a grupos políticos. A estudante de economia Giorgina Lopes, 22, e seus amigos seguravam um cartaz onde estava escrito Stop the War. “A guerra é brutal. Sou contra. É por isso que estou aqui”, sintetizou.

O movimento desta quarta-feira não atrapalhou o comércio local, que seguia com as portas abertas e muitas visitas de turistas. Não houve intervenção da polícia contra os manifestantes, e o clima geral da cidade é tranquilo. (Com agências Brasil e Estado).


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