Política

Baldy: PP só decide sobre aliança ao governo em julho

Redação DM

Publicado em 25 de fevereiro de 2022 às 12:13 | Atualizado há 4 anos

O ex-ministro Alexandre Baldy, presidente estadual do Progressistas e pré-candidato ao Senado, afirmou que o seu partido só vai decidir sobre aliança para o governo de Goiás durante as convenções, a partir de 20 de julho próximo. A própria candidatura ao Senado será definida também durante as convenções.

Alexandre Baldy apresentou o seu projeto de disputar as eleições de 2 de outubro como candidato ao Senado durante encontro estadual do Progressistas, quarta-feira (23), no Teatro Rio Vermelho, na presença dos deputados federais Adriano do Baldy e Professor Alcides, dos estaduais Coronel Adailton e Rafael Gouveia, dos 32 prefeitos, vereadores e lideranças municipais.

Baldy adianta que não sentou com nenhum dos pré-candidatos à sucessão estadual para discutir aliança partidária, nem mesmo com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil). O PP ocupa a secretaria de Indústria e Comércio através de Joel Sant’Anna Braga Filho, irmão de Alexandre Baldy.

Na primeira pesquisa Serpes/Acieg, divulgada em 26 de janeiro último, Alexandre Baldy obteve 1,9% de intenções de voto para a disputa à vaga do Senado.

Questionado se há chances de o Progressistas apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado em outubro, mesmo que não seja o escolhido para o Senado na chapa governista, Alexandre Baldy afirmou ao jornal O Popular que não deseja ser “escolhido” para a chapa majoritária: “Não quero ser escolhido. Nós vamos escolher. A minha pré-candidatura está colocada. Não quero saber se será com a ou b”.

O ex-ministro de Cidades no governo Michel Temer ressalta que não teve conversa com “ninguém” entre os pretendentes ao Palácio das Esmeraldas, a não ser com os membros do Progressistas. “Quando puder dizer que sou candidato (após a convenção), direi. Não dependo de absolutamente ninguém (para ser candidato). Vamos caminhar (candidato ao governo) com quem nós democraticamente decidirmos caminhar, mas isso não está na mesa ainda”, disse a O Popular;

Chapas proporcionais
Alexandre Baldy justifica que o diálogo sobre composição majoritária (governador e senador) não é feito porque, no momento, o foco do partido em Goiás, além da consolidação de sua pré-candidatura ao Senado, está na construção de chapas proporcionais (18 nomes para a Câmara Federal e 42 para a Assembleia Legislativa. “Não temos cabeça para nos preocupar com isso agora (composição majoritária). Cada dia com sua agonia. A agonia do momento é buscar chapas competitivas com o objetivo de eleger até cinco (deputados) estaduais e três (deputados) federais.”

Em 2018, o PP elegeu dois deputados federais: Alcides Ribeiro, o Professor Alcides; e Adriano Avelar, o Adriano do Baldy. Naquele pleito, a legenda recebeu 260.130 votos isoladamente em Goiás — a coligação formada por PP, MDB e PRB (atual Republicanos) recebeu 512.570 votos, considerando nominais e de legenda, e elegeu também João Campos (Republicanos).

A respeito do apoio já declarado de Professor Alcides à pré-candidatura ao governo do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido), Baldy diz apenas que já conversou com ele e que o partido “tem o desejo que ele permaneça”, mas deixando claro que a decisão sobre com quem caminhar não será tomada agora. “Se quiser deixar o partido, é uma escolha dele.”

Já o deputado federal Adriano Avelar, que incorporou o “Baldy” ao seu nome pelo apoio que recebeu de Alexandre Baldy, na campanha eleitoral de 2018, defende wa aliança do Progressistas com o União Brasil, em apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado.

Sobre o encontro com os integrantes do PP, realizado em Goiânia, o presidente do partido ressaltou que chamou “todos os membros”, e que a sigla “demonstra que tem força e coesão para caminhar com o projeto majoritário”, em referência à sua pré-candidatura ao Senado. “A ideia foi dar essa mensagem aos militantes: o partido tem força e caminha unido com projeto para buscar a cadeira ao Senado Federal, como em 2018.” O PP elegeu Vanderlan Cardoso ao Senado à época. Ele trocou a legenda pelo PSD em 2020.

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