Goiânia tem maior inflação desde 2016
Redação DM
Publicado em 24 de fevereiro de 2022 às 11:59 | Atualizado há 4 anos
Goiânia registrou em fevereiro variação mensal de 1,11% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 – IPCA-15, a décima segunda alta consecutiva, e a maior para o mês desde 2016 (1,21%). Assim, a variação acumulada em doze meses alcança 11,68% na capital goiana. No Brasil, a prévia da inflação teve alta de 0,99% em fevereiro, também sendo a maior variação para um mês desde 2016 (1,42%). Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,76%, acima dos 10,20% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Entre os itens com mais peso na cesta de compras das famílias com rendimentos entre um e 40 salários-mínimos estão veículo próprio, que subiu 0,99% em fevereiro; combustíveis de veículos, que subiram 1,98% no mês, após a queda ocorrida em janeiro (-3,05%); aluguel e taxas (1,72%), que chega a sua quinta alta consecutiva; serviços pessoais (0,46%); alimentação fora do domicílio (1,45%), que já acumula variação de 11,71% nos últimos doze meses; energia elétrica residencial, que caiu 1,60% em janeiro, porém volta a subir (1,39%) devido ao aumento do PIS/Cofins e da contribuição de iluminação pública; e carnes, que subiram 1,38% em fevereiro, acumulando 13,21% nos últimos doze meses.
Outros itens que apresentaram aumentos significativos foram tubérculos, raízes e legumes, 14,24%; hortaliças e verduras, 8,90%; cursos regulares, 5,86%; frutas, 4,16%; eletrodomésticos e equipamentos, 2,61%; cursos diversos, 2,34%; e jóias e bijuterias, 2,03%.
Entre os subitens com maiores pesos mensais, destacam-se a gasolina, que subiu 2,21%; a energia elétrica residencial, 1,39%; aluguel residencial, 1,54%; automóvel novo, com alta de 0,83%; emplacamento e licença, que subiu 2,22%; taxa de água e esgoto, 3,39%; contrafilé, 2,64%; automóvel usado, menos 0,37%, e plano de saúde, redução de 0,71% em fevereiro.
Educação, Alimentação e Bebidas
A análise por grupos mostra que, dos nove pesquisados, oito apresentaram alta na prévia da inflação de fevereiro em Goiânia. A maior alta no mês ocorreu no grupo Educação (4,65%), maior crescimento desde fevereiro de 2017 (5,17%), com destaque para as variações nos custos das creches (8,50%), pré-escola (8,13%), ensino fundamental (7,80%) e ensino médio (5,04%).
Em seguida vem o grupo de Alimentação e bebidas (1,66%), puxado pelos aumentos em vários subitens, entre eles: contrafilé (2,64%), leite longa vida (1,41%), tomate (3,80%), óleo de soja (1,21%), queijo (1,72%) e alcatra (1,15%). A terceira maior alta ocorreu no grupo de Artigos de residência, pressionado principalmente pelas variações no refrigerador (3,51%); no móvel para sala (3,37%); e na máquina de lavar roupa (3,31%).
Fechando os grupos que registraram altas no IPCA-15 de janeiro na capital goiana temos Transportes (1,18%), Habitação (1,00%), Despesas pessoais (0,27%); Comunicação (0,19%) e Saúde e cuidados pessoais (0,06%). O único grupo com queda foi Vestuário (-0,39%), devido às quedas nos subitens camisa/camiseta masculina (-0,75%), na blusa (-2,94%), calça comprida feminina (-1,64%), vestido (- 0,20%), sandália/chinelo (-1,44%), sapato feminino (-2,21%), sapato masculino (-0,90%) e calça comprida infantil (-3,24%).