Desunida, oposição já tem cinco nomes para governo
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2022 às 20:56 | Atualizado há 2 anos

Partidos vetam aliança com o PSDB de Marconi e Eliton
Sem candidato competitivo ao Palácio das Esmeraldas às eleições de 2022, a oposição centro/direita está mergulhada em uma crise que poderá, mais uma vez, comprometer o desempenho nas urnas.
O Patriota de Jorcelino Braga, PL de Jair Bolsonaro, PT de Lula, Republicanos de João Campos e Rogério Cruz, além de outros partidos do especto oposicionista, não aprovam coligação ou aliança com o PSDB dos ex-governadores José Eliton e Marconi Perillo.
Os dirigentes partidários sustentam que, diante dos desgastes políticos experimentados por José Eliton e Marconi Perillo e os escândalos relacionados a denúncias de práticas de corrupção no exercício do poder em Goiás recomendam distanciamento com os tucanos.
O Republicanos, que tem como principal expoente o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, também não cogita aliança com o PSDB, o que confirma o racha da oposição centro/direita em Goiás. O Republicanos, que é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, inicia conversações com o DEM do governador Ronaldo Caiado para uma eventual aliança ao próximo pleito eleitoral.
O PSDB está mergulhado em uma crise interna sem precedentes: Jânio Darrot entregou carta de renúncia da presidência do partido e pulou fora do barco: filiou-se ao Patriota de Jorcelino Braga, arqui-inimigo político de Marconi Perillo. Desgastado, José Eliton assume o comando do PSDB, diante um triste cenário: prefeitos do partido estão abandonando o ninho tucano.
O PSD, presidido em Goiás pelo ex-deputado federal Vilmar Rocha, não sabe qual rumo tomar em relação às eleições de 2022. Vilmar quer permanecer no bloco oposicionista ao Palácio das Esmeraldas, mas o senador Vanderlan Cardoso, deputado federal Francisco Jr, ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e prefeitos atuam para tirar o PSD do campo oposicionista e levá-lo para o lado do DEM de Ronaldo Caiado.
O PL, que é comandado pela deputada federal Magda Mofatto, deu um passo atrás com a filiação do presidente Jair Bolsonaro, o que afasta do partido do tucanato goiano.
Com esse cenário de divisão interna, a oposição, mais uma vez, poderá chegar enfraquecida às eleições de outubro, favorecendo, assim, o governador Ronaldo Caiado (DEM), que vai concorrer à reeleição.
A considerar as pesquisas realizadas ano passado, pelos partidos políticos, o governador Ronaldo Caiado (DEM) sai à frente na corrida pela sucessão estadual em Goiás, o que provoca incertezas e indefinições na oposição, representada pelo PSDB, Patriota, PL e PT, principalmente.
Os partidos têm prazo até julho – início das convenções – para a escolha de candidatos a governador e demais cargos que estarão em disputa às eleições deste ano, o que permite maior diálogo para confirmação de alianças e de firmar federações para a disputa aos cargos proporcionais (deputado federal e estadual).
Pelas pesquisas realizadas, em 2021, encomendadas pelos partidos, Ronaldo Caiado é favorito para vencer a disputa ao governo de Goiás, a exemplo do que aconteceu com ele em 2018, quando obteve vitória nas urnas já no primeiro turno.
Caiado aproveita o início do ano para ampliar sua base de apoio junto aos partidos políticos e lideranças municipais, principalmente prefeitos e vereadores. Segundo o presidente da Federação Goiana de Municípios, Haroldo Naves, o governador conta com o respaldo de 207 dos 246 prefeitos goianos ao seu projeto de disputar a reeleição em outubro.
PSDB
O ex-governador Marconi Perillo, sem mandato desde quando perdeu a disputa ao Senado, em 2018, colocou seu nome à disposição do PSDB para enfrentar as urnas como postulante ao governo de Goiás. Ele é cotado também para candidatura ao Senado da República ou mesmo à Câmara Federal.
Perillo enfrenta desgastes eleitorais em consequência das derrotas que o PSDB sofreu nas eleições de 2018 e 2020, o que faz do tucano uma incerteza sobre em relação a uma disputa à sucessão estadual em 2022.
Os tucanos tentaram aproximação com Gustavo Mendanha, mas foram rejeitados pelo ex-emedebista.
Mendanha
Sem partido desde que se desfiliou do MDB, o prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha pretende concorrer ao governo de Goiás nas eleições deste ano. Ele terá que definir por um partido e mesmo renunciar ao cargo de prefeito até 2 de abril, ou seja, seis meses antes do pleito.
Até agora as conversas de Mendanha com partidos não avançaram: o PL bolsonarista rejeita sua pré-candidatura à sucessão estadual e o Podemos e Republicanos não se manifestaram sobre seu projeto eleitoral. Apenas o nanico PTC fechou questão em favor de Mendanha.
Patriota
O ex-prefeito de Trindade Jânio Darrot apresenta-se como pré-candidato do Patriota ao governo de Goiás, mas dá sinais de que poderá refluir até as convenções, em julho. O Patriota não tem tempo satisfatório na propaganda política de rádio e televisão, nem fundo eleitoral expressivo, além de sua militância será reduzida em Goiás.
Não será surpresa se, a qualquer momento, Darrot atender a pedido de familiares para desistir da disputa ao Palácio das Esmeraldas. Desde o final do ano passado, o ex-prefeito tem se mantido afastado dos debates políticos.
PL
Após manifestar engajamento em favor de Gustavo Mendanha, através da deputada federal Magda Mofatto e do presidente Flávio Canedo, o PL deu um passo atrás com a filiação do presidente Jair Bolsonaro.
O deputado federal Major Vitor Hugo (ainda PSL e a caminho do PL), bolsonarista raíz, faz forte oposição a Gustavo Mendanha e colocou seu nome à disposição dos liberais para disputar o governo de Goiás. Mofatto e Canedo rejeitam o nome de Major Vitor Hugo.
PT
O PT, que desde 1982 tem tradição de lançar candidato a governador, acenou na direção de Gustavo Mendanha, mas recuou em razão da rejeição do prefeito de Aparecida de Goiânia à candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os petistas estimulam a candidatura de Wolmir Amado, ex-reitor da PUC Goiás, mas ciente de que falta ao professor densidade eleitoral para enfrentar uma disputa acirrada como a de governador de estado.

Partidos vetam aliança com o PSDB de Marconi e Eliton
Sem candidato competitivo ao Palácio das Esmeraldas às eleições de 2022, a oposição centro/direita está mergulhada em uma crise que poderá, mais uma vez, comprometer o desempenho nas urnas.
O Patriota de Jorcelino Braga, PL de Jair Bolsonaro, PT de Lula, Republicanos de João Campos e Rogério Cruz, além de outros partidos do especto oposicionista, não aprovam coligação ou aliança com o PSDB dos ex-governadores José Eliton e Marconi Perillo.
Os dirigentes partidários sustentam que, diante dos desgastes políticos experimentados por José Eliton e Marconi Perillo e os escândalos relacionados a denúncias de práticas de corrupção no exercício do poder em Goiás recomendam distanciamento com os tucanos.
O Republicanos, que tem como principal expoente o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, também não cogita aliança com o PSDB, o que confirma o racha da oposição centro/direita em Goiás. O Republicanos, que é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, inicia conversações com o DEM do governador Ronaldo Caiado para uma eventual aliança ao próximo pleito eleitoral.
O PSDB está mergulhado em uma crise interna sem precedentes: Jânio Darrot entregou carta de renúncia da presidência do partido e pulou fora do barco: filiou-se ao Patriota de Jorcelino Braga, arqui-inimigo político de Marconi Perillo. Desgastado, José Eliton assume o comando do PSDB, diante um triste cenário: prefeitos do partido estão abandonando o ninho tucano.
O PSD, presidido em Goiás pelo ex-deputado federal Vilmar Rocha, não sabe qual rumo tomar em relação às eleições de 2022. Vilmar quer permanecer no bloco oposicionista ao Palácio das Esmeraldas, mas o senador Vanderlan Cardoso, deputado federal Francisco Jr, ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e prefeitos atuam para tirar o PSD do campo oposicionista e levá-lo para o lado do DEM de Ronaldo Caiado.
O PL, que é comandado pela deputada federal Magda Mofatto, deu um passo atrás com a filiação do presidente Jair Bolsonaro, o que afasta do partido do tucanato goiano.
Com esse cenário de divisão interna, a oposição, mais uma vez, poderá chegar enfraquecida às eleições de outubro, favorecendo, assim, o governador Ronaldo Caiado (DEM), que vai concorrer à reeleição.